OSWALDO PETRIN
Sonhando com indústrias
O Encontro Estadual de Piscicultura - dia 20/10, às 8 horas, em Cornélio Procópio - vai discutir a industrialização do pescado no Paraná. Há regiões como Norte Pioneiro, Norte (principalmente no Médio Paranapanema) e Noroeste que ainda não têm frigoríficos com estrutura para exportar e ampliar a participação do produto paranaense no mercado nacional.
No Oeste do Paraná a industrialização está consolidada, com o desenvolvimento tecnológico dos frigoríficos, fato que confere estabilidade de mercado aos produtores.
O Tema do Encontro Estadual é sugestivo: ''Industrializar para Crescer''. A Emater, que organiza o evento, espera a presença de 250 pessoas entre técnicos e piscucultores interessados em investir neste segmento que se revela lucrativo.
Conforme o engenheiro de Pesca Luiz Eduardo Guimarães de Sá Barreto (Lula), da Emater/Assai, participam dos debates o diretor da Ocepar, Nelson Costa, e dirigentes do frigorífico de Marechal Cândido Rndon - que exporta filé de tilápia para vários países -, e frigoróficos de Toledo e Assis Chateaubriand. Nos dois municípios a piscicultura está bem adiantada. Um extensionista da Epagri, de Santa Catarina, falará sobre a organização dos piscicultores de Aurora (SC). Aurora é modelo de produção e comercialização de peixes de água doce.
Ao final será redigido um documento com propostas. Há pequenos e médios produtores interessados neste investimento que melhora a renda da região e gera empregos. O que piscicultores, em início de atividade, esperam é que a burocracia do próprio governo não atrapalhe.
São dois debates sobre piscicultura em curto espaço de tempo. Conforme este jornal já divulgou, no próximo dia 15, na Faculdade Luis Meneghel, em Bandeirantes, será realizado encontro de piscicultores de tanques-rede da Bacia do Paranapanema.
LEITURA DINÂMICA
- Resolvidos todos os problemas da agricultura brasileira - propriedade familiar rentável, assentamentos em plena produção - a Embrapa, agora, fará transferência de tecnologia para o Timor Leste.
- (''Nóis capota mais não breca'').
- Os preços da soja despencam. Os preços do milho, que já não vinham bem, estão mais desestimulantes.
- Não há perspectiva de mudança do quadro para este ano.
DROPS
Koslovski fala em Maringá
O presidente da Organização das Cooperativas do Paraná (Ocepar), João Paulo Koslovski, fala hoje, às 16 horas, na Cocamar, em Maringá, sobre perspectivas da nova safra agrícola e as dificuldades que o produtor e a economia do País encontrarão pela frente. A palestra do dirigente cooperativista abordará o novo cenário do agronegócio.
Também falará o presidente da Cocamar, Luiz Lourenço.
Cenário conturbado
Ontem a assessoria da Cocamar informou que após alguns anos de prosperidade, o agronegócio brasileiro vive um momento ''dos mais conturbados'', com queda das cotações internacionais dos principais produtos, alta dos custos de produção, supersafra nos Estados Unidos, possibilidade de supersafra no Brasil e Argentina, indefinições com relação aos transgênicos...''.
Mercado, ontem
O mercado da soja, ontem, confirma a crise do setor. O relatório do Usda na véspera, elevando produção e estoques mundiais, deixou o mercado interno bem apático. Mais: o dólar estável mostra que o câmbio não oferece lastro para alta de preços tão cedo. No Porto de Paranaguá houve pequenos negócios a preço máximo de R$ 34,20. Preço máximo nas demais praças: R$ 33,00.
Abiove/carta
''Soja Verde para um Mercado Maduro''. O secretário da Abiove (Indústrias de Óleos Vegetais), em carta a esta coluna, informa sobre o papel estratégico da comercialização antecipada de soja como instrumento de fomento à produção.
Abiove/campanha
A Abiove destaca em documento a necessidade de um ''ambiente de estabilidade jurídica'', com respeito aos compromissos contratuais, para que o sistema funcione adequadamente, eliminando o risco da volatilidade dos preços e facilitando o acesso a recursos para custeio.
Abiove/crítica
Diz a carta da Abiove: uma minoria de produtores deixou-se influenciar por uma tese jurídica, com conteúdo emocional, que prometia extinguir o contrato de vendas antecipada a preço fixo e proporcionar mais renda. Entretanto, ao ajuizar ações para rever os contratos de soja verde, eles quebraram a confiança e a segurança jurídica e financeira proporcionada pelos contratos de soja verde.
Diz a carta da Abiove: O maior prejudicado por uma eventual crise de credibilidade do sistema, causada pelo não cumprimento dos contratos, será o próprio sojicultor.





