-Ontem, durante a cerimônia de abertura da Feira de Utilidades, no Expoara, em Arapongas, um empresário comentou: ‘‘Aqui não se fala em taxas de juros, não se passa pelo crediário e pechincha-se à vontade. Como se observa, o assunto ainda são os juros, ora nas revendas de veículos, nas lojas (crédito direto ao consumidor) ou na fila do banco (taxas do cheque especial). As lojas, que sempre fizeram questão de empurrar a mercadoria a prazo (embutindo taxas escorchantes), parecem mudar de hábito. Elas se recusavam a conceder no pagamento à vista redução equivalente ao percentual acrescido nas vendas a prazo. Isto está mudando. Pelo menos nestes dias em que o consumidor anda meio arredio.
-Por falar em juros, as taxas cobradas pelos bancos no cheque especial e empréstimos pessoais voltaram ao patamar do final de 95. Pesquisa do Procon de São Paulo e divulgada ontem pela Agência Folha, mostra que na média de 14 bancos a taxa de cheque especial estava em 11,26% ao mês (259,8% ao ano) no último dia 10, contra 10,01% em outubro e 11,37% em dezembro de 95.
-O juro médio nos empréstimos pessoais passou de 6,01% em outubro para
7,45% ao mês (136,8% ao ano) em novembro, segundo dados do Procon. No final de 95 estava em 7,94% ao mês. O maior aumento de taxa no cheque especial entre outubro e novembro, segundo o Procon, ocorreu no Noroeste. Passou de 9,90% para 12,90% ao mês. Bradesco, Itaú e Unibanco não alteraram, pelo menos até o dia 10. No empréstimo especial, a maior alta foi registrada pelo Procon no Banco Itaú, que puxou a taxa comum de 5,90% para 8,20% ao mês. Os juros variam muito de banco para banco, o que era observado mesmo antes do recente choque dos juros. No cheque especial, vão de 9% (CEF e Bradesco) a 13,80% (Unibanco). Nos empréstimos pessoais, de 5,20% (Banco do Brasil) a 9,40% (Banespa).
-Juros e Imposto de Renda deixou o brasileiro constrangido. E ontem, uma matéria da Agência Estado, sugere que o presidente FHC está confiante na aprovação do aumento da alíquota do IR Pessoa Física. O porta-voz do Palácio do Planalto, Sérgio Amaral, disse que o presidente Fernando Henrique Cardoso ‘‘não está no momento preocupado’’ com a votação do aumento do Imposto de Renda de Pessoas Físicas (IRPF). ‘‘Ele acabou de mandar a medida (ao Congresso), e é normal que haja tempo para debate’’, afirmou. Segundo o porta-voz, ‘‘o presidente, no momento, está preocupado com a votação da reforma administrativa’’, marcada para amanhã no plenário da Câmara. Sérgio Amaral disse que ‘‘é prematura a discussão’’ sobre o IR.
-Na verdade, o governo passou a se preocupar com as reformas sim, porque vê perdas eleitorais na inapetência com que conduziu as reformas. O porta-voz lembrou que ‘‘o presidente tem conversado com os líderes e está deixando que eles encaminhem essa questão’’.Milho/atacado
O indicador de preço de milho, calculado pela FGV/BM&F, ficou ontem em R$ 8,24/saca, estável. Em dólar, ficou em US$ 7,45/saca, também estável. O valor a prazo foi de R$ 8,27/saca. Veja também preços ao produtor no Paraná. (AE).
Boi gordo
Começa a aumentar a oferta de boi gordo vindo das pastagens. Com isso, os preços estão em queda no campo. Essa queda ainda não ocorre, no entanto, no varejo, apesar de a demanda estar fraca.
Boi gordo 2
Em São Paulo o preço da arroba recuou ontem para R$ 26,50, em média, segundo cotações do Sindipec (sindicato nacional dos pecuaristas). Há uma semana, a arroba estava cotada em R$ 28.
Preços
Os preços dos produtos agrícolas subiram 0,44% na lavoura na segunda
quadrissemana de novembro, conforme pesquisa de preços do Instituto de Economia Agrícola.
Preços 2
Segundo a pesquisa, coordenada por Nelson Batista Martin, as frutas
tiveram as maiores altas (4,8%), seguidas dos olerícolas (2,82%). A
principal queda ficou para os produtos animais (0,84%). (Agência Folha)

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