Quem não vedeu, perdeu

Quem não fechou contrato da soja, três meses atrás, está amargando prejuízos. Ontem, por exemplo, as cotações da soja no mercado futuro da Bolsa de Chicago atingiram o nível mais baixo dos últimos 14 meses. Os contratos para fechamento em novembro sofreram queda de 1,25 e alta de 2,75 centavos de dólar por bushel. O contrato de novembro, perdeu 1,25 centavos fechando a 5,240 centavos de dólar por bushel. A posição de janeiro de 2005, chegou a perder 0,50 centavos de dólar por bushel, sendo cotado a 5,3250.

O mercado foi sacudido pelos números divulgados pela consultoria Informa Economics, que atribui aos EUA uma safra ao redor de 3,107 bilhões de bushels contra estimativa do USDA de 2,9 bilhões de bushels.

Segundo interpretação dos técnicos da FNP Agroinformativos, de São Paulo, o mercado, definitivamente, está se caracterizando por ordens de venda por parte do produtor, ''mediante suas necessidades de recursos para plantio da nova safra''. O mercado está sentindo, também, a falta dos exportadores no porto.

A demanda internacional está de olho no mercado americano e a forte pressão de colheita trouxe os preços aos níveis mais baixos desde junho/julho do ano passado. As duas maiores Cooperativas do Paraná, baixaram seus preços em torno de R$ 0,50 a 1,50/saca, trabalham com diferencial de até R$ 1,00/saca entre elas.

''Existe produto sendo ofertado em abundância'', diz a FNP. O quadro ofertado que os analistas previram está se confirmando. Quem teve a chance de vender fez bem, quem insistiu na retenção descartando os efeitos da safra americana deverá amargar a cada dia cotações menores, e não por pouco tempo. No Porto de Paranaguá os preços registraram novamente baixas de até R$ 0,40/sc, já os prêmios continuam sem cotação para o Spot e apenas para março(+10) e maio(-10).

LEITURA DINÂMICA
- A fúria arrecadadora e a voracidade fiscal dão resultado.

- O contribuinte está aí: é só meter a mão e levar.

- É o que o governo está fazendo.

- Veja os resultados:

- Apesar das promessas do governo Lula de desafogar empresas e população de tantos impostos, a arrecadação teve um salto (descontada a inflação pelo IPCA) de R$ 28,05 bilhões nos primeiros seis meses do ano.

- O governo embolsou, na forma de impostos, taxas e contribuições, 38,11% de toda riqueza produzida pelo País no primeiro semestre do ano - um aumento de 1,2 ponto porcentual na comparação com igual período de 2003, quando a carga tributária estava em 36,91%.

- Segundo dados do Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT), divulgados pela Agência Estado, o resultado decorre da elevação da alíquota da Contribuição para Financiamento da Seguridade Social (Cofins), de 3% para 7,6%, e do teto máximo da cobrança do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), que já subiu duas vezes no ano: de R$ 1.861,00 par R$ 2.508,00.

-Os tributos arrecadados pela Receita Federal cresceram 8,94%, com destaque para a Cofins, aumento de 21,35%, e para a Contribuição Social sobre Lucros (CSSL), 9,55%. As contribuições recolhidas pelo INSS avançaram 13,47% em relação a igual período do ano passado.

DROPS
Safra de milho: corrige
A doutora Vera, do DERAL, como sempre, contribuindo para a divulgação correta das estatísticas, com novas informações ou, então, corrigindo dados divulgados, como ontem, na carta enviada por e-mail:

''Sua coluna de hoje (ontem) na ''Leitura Dinâmica'', você faz a seguinte indagação: Quem disse que o Paraná vai reduzir a área de milho? E aí vêm os dados da Consultoria Celeres. Informo o seguinte:

No Paraná haverá redução na área de milho normal de 7,2% passando área de
1,35 para 1,25 milhão de hectares. Este percentual de 7%, inclusive, é igual ao da Consultoria Céleres, divulgado no relatório divulgado nesta semana.

O fato de a produção estimada pela Céleres para o Paraná ser de 11,8 milhões
e no Brasil também se estimar uma produção maior é porque está se projetando uma safrinha de milho com produtividade superior a deste ano pois em 2004, no Paraná, a segunda safra de milho teve redução na produção de 44%.

O plantio da safrinha inicia-se em janeiro e não há ainda estimativa, apenas projeções.

O DERAL estima uma produção de 7 milhões de t para a safra normal e de 5,8 milhões para a safrinha, portanto o Paraná poderá produzir , em condições normais de clima, 12,8 milhões de toneladas de milho,em 2005.

Leitor de Paranavaí
O leitor Sebastião S.R. dos Santos: ''Não estaria na hora de o governo pensar em eventuais medidas de emergência caso a estiagem continue? A meteorologia não tem previsão de chuvas. Mesmo chovendo, será necessário algum tempo para as condições de plantio. A terra tombada virou torrões, o chão está ressecado. Não é hora de o Paraná pensar em criar um seguro, ou rever prazos de financiamento?''.

Recorde no algodão
A produção mundial de algodão deverá atingir o recorde de 23,5 milhões de toneladas na safra 2004/5, com aumento de 2,9 milhões de toneladas em relação ao volume de 2003/4. Os dados são do Icac (International Cotton Advisory Committee).

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