OSWALDO PETRIN
Veranicos e ferrugem
Os produtores, nesta safra de verão, têm que ficar atentos a dois itens: risco de veranicos e ataque da ferrugem asiática, que pode ser mais intenso do que no ano passado.
A ferrugem é a grande ameaça este ano.
O 2º Encontro Regional da Soja, terça-feira, em Alvorada do Sul, promovido pela Emater, com a presença de produtores e técnicos, tratou desses e outros assuntos. Vários assuntos, inclusive o manejo de pragas.
Para o agrometeorologista Luiz Renato Lazinski, do Instituto Nacional de Meteorologia, a previsão climática no período de instalação e condução da lavoura de soja no Paraná indica chuvas normais na média, com ocorrência de veranicos, particularmente no mês de outubro.
Primavera e verão serão mais quentes em relação à média histórica. Nos meses de janeiro, fevereiro e março as condições climáticas continuam normais, porém com chuvas mal distribuídas. Março e abril poderão ser um bimestre chuvoso por causa do El NiÀo, projeta Lazinski.
Preocupado com a baixa adoção das táticas de manejo integrado de pragas da soja divulgadas há mais de 25 anos, o engenheiro agrônomo Lauro Morales, da Emater, considerou que é possível reduzir custos da lavoura.
Ao enfocar as doenças da cultura da soja, o pesquisador Ademir A. Henning, da Embrapa, deu destaque para à presença da ferrugem asiática, também chamada ferrugem da soja. Presente nas lavouras desde 2002, a ferrugem passa a ser ameaça na produção caso as condições climáticas sejam favoráveis ao desenvolvimento do fungo.
LEITURA DINÂMICA
Cuidado com a ferrugem
- O produtor não pode descuidar.
- Ontem, a Agência Folha, informou: os produtores têm 19 fungicidas registrados à disposição para combater a ferrugem.
- Outros 8 estão na fila, à espera de aprovação.
- Dos 13 analisados pelas instituições, apenas 6 suportam uma maior pressão da doença.
- Os produtores encontram essa lista em www.cnpso.embrapa.br/alerta/.
DROPS
Plano para o trigo
Em resposta a pedido de cooperativista do Paraná, o governo informa que está definindo uma política para o trigo:
Dias atrás, o engenheiro agrônomo Yochiharu Outuki, diretor da cooperativa Coopramil, de Cambará, solicitou ao Ministério da Agricultura uma posição do governo com relação ao trigo. Ontem, o secretário de Política Agrícola, Ivan Wedekin, informou o técnico paranaense sobre decisões do governo com relação ao cereal.
BB vai comprar
1) O governo autorizou o Banco do Brasil a fazer compras de até 200 mil toneladas de trigo, via Aquisição do Governo Federal (AGF). Esta compra será limitada a 800 sacos por produtor. Segundo o governo isto é feito de maneira a ampliar os beneficiários do programa, sobretudo pequenos e médios agricultores e a agricultura familiar.
Leilão de trigo
2) Realização de leilões de Prêmio de Escoamento de Produto (PEP), viabilizando o escoamento do trigo produzido nos estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul para as regiões Norte e Nordeste, que normalmente se abastecem com importações. Essas medidas foram aprovadas em reunião da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva das Culturas de Inverno, quando o setor tritícola apresentou propostas emergenciais para comercializaçãoda safra 2004.
Leilão de trigo 2
O primeiro leilão será realizado em 28 de setembro, com a oferta de 50 mil toneladas, repetindo-se semanalmente até que os preços no mercado estejam acima do mínimo (R$ 400,00/t para o trigo tipo 1 melhorador).
Veja mais na Folha Rural
O engenheiro agrônomo Yochiharu Outuki analisa a situação do trigo hoje em carta que está sendo publicada na Folha Rural deste sábado. O fato é que poucos agricultores estão estimulados a investir na cultura. É uma pena porque o paranaense é compentente e as instituições geram bom nível de conhecimento técnico. Que os produtores adotam.
Soja, nova queda
A Bolsa de Chicago registrou ontem nova que nas cotações da soja para novembro. Contratos para vencimento imediato sofreram pouca alteração. No mercado interno pouca oferta e preços baixos. Houve recuo nas principais praças como Ponta Grossa, Cascavel e Maringá.
Contratos
Os contratos futuros da soja terminaram o pregão desta quinta-feira em baixa na Bolsa de Chicago (CBOT). As quedas variaram de 0,50 a 1,00 centavos de dólar por bushel. O contrato de novembro, perdeu 0,50 centavos fechando a 5,3775 centavos de dólar por bushel, atingindo nova mínima.





