OSWALDO PETRIN
A Hexal em Cambé
A empresa farmacêutica Hexal inaugura nesta quarta-feira, às 11 horas, em Cambé, a sua maior filial do grupo - depois da sede, na Alemanha. Para o Paraná, motivo de orgulho.
Para Cambé e a região norte, a chegada da Hexal pode representar uma fase de investimentos de outras indústrias da Europa, que vão seguir o exemplo, afinal a iniciativa coloca a região como referência de qualidade, mão-de-obra, logística e infra-estrutura. Hexal não viria por acaso; levou meses estudando a região e ouvido lideranças e técnicos.
As grandes indústrias, na sua prospecção de mercado para expansão, já não levam em conta fator estritamente mercadológico. Há outros itens pesando, inclusive o item segurança dos seus executivos e condições de ensino de seus filhos.
Com relação à fábrica: são 32 mil m2 de área construída e 300 mil m2 de área total. A nova planta foi projetada seguindo os padrões internacionais de alta qualidade e tecnologia. A nova unidade industrial irá modernizar e ampliar a capacidade produtiva atual da Hexal do Brasil.
Na verdade, o que a Hexal inaugura hoje, em Cambé, é o maior pólo industrial farmacêutico do Brasil. Que presente para Cambé!
A nova unidade industrial gerará 550 empregos diretos, 1.100 empregos indiretos. Investimentos de R$ 120 milhões. Serão utilizados equipamentos modernos e de alta tecnologia, permitindo aumento da capacidade e garantidno maior segurança ao processo produtivo. As exportações serão uma realidade, mas a prioridade é o mercado nacional, conforme informa a assessoria da empresa alemã.
O grupo alemão Hexal, com grande capacidade de adaptação aos mercados onde atua, busca respeitar as características culturais de cada país no momento de comercializar seus produtos, dando grande independência às suas subsidiárias. Ao mesmo tempo, implementa com rigor um padrão tecnológico de alta qualidade nos mais de 41 países onde está presente.
Em constante expansão, emprega hoje cerca de 6 mil profissionais e o faturamento em 2003 foi de 1,12 bilhões de euros, crescendo anualmente mais de 20%, isto sem incluir os interesses da Hexal nos Estados Unidos, representados pela sua aliada EON Labs Inc.
A Hexal do Brasil, empresa criada em 1999, também cresce significativa e gradativamente. De 2001 até o momento, o crescimento foi de 512%, ''em função do alto volume fabricado, o que gera maior flexibilidade de preços''. Declaração de Reinhard Nordmann, presidente da Hexal do Brasil.
Para a filial de Cambé, a projeção de crescimento em 2005 é de 30%. A estratégia é o fortalecimento da linha de produtos associados a uma política agressiva de lançamentos.
A Hexal do Brasil produz medicamentos genéricos, similares de marca, fitoterápicos e OTC'S, totalizando 129 diferentes substâncias ativas. O desenvolvimento de novas formas de administração e dosagens é baseado nas necessidades dos pacientes e dos médicos.
LEITURA DINÂMICA
- Mudanças nos juros básicos:
- Expectativa em torno da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central começou na quarta-feira passada.
- O mercado financeiro está admitindo provável alteração na taxa básica de juros.
- As opiões na verdade estão divididas: a) entre os que acreditam na manutenção do atual patamar, b) na elevação de 0,25 ponto porcentual e c) os que prevêem alta de 0,50 ponto porcentual.
- No mês passado, quando da divulgação da ata da reunião anterior, os técnicos davam como certa uma alta dos juros na reunião de setembro.
- Se fizer isso o governo estará sendo coerente com os números sobre aceleração da economia. A alta dos juros seria para controlar um pouco o consumo e evitar inflação.
- Ainda que a chamada ''aceleração'' não passe e miragem estatística.
DROPS
O Tibagi sem peixe
Leitor reclama da pesca predatória. O leitor Aroldo ([email protected]) de Porecatu, referindo-se às restrições das pescas afirma: Novas regras comprometem pesca no Tibagi? Tem mais é que proibir em Porecatu também. Lá os pescadores estão usando rede malha 4 acabando com os peixes. E o Ibama? Diz o leitor que o órgao ''faz de conta que não sabe; passa muitas semanas sem ir lá e quando vai, não mostra eficiência. Cansei de ver isto lá''.
Bacia Paranapanema
O leitor certamente está se referindo ao rio Paranapanema. Na verdade, ao longo dos últimos anos têm sido constantes as reclamações. Os próprios pescadores reclamam. ''Os rios estão perdendo a piscosidade'', segundo eles. Disciplinar a pesca é o mínimo a ser feito. Se isso não acontecer, o peixe, esse alimento nobre e abençoado, desaparece. Isto para não falar da poluição, do assoreamento que aumentam. Falta consciência ecológica.
Pescador predador
''Nunca vi um amigo pegar um peixe e devolver-lhe a liberdade por ser um filhote'', desabafou certa vez um político de Porecatu (devo omitir seu nome pois não o consultei sobre a publicação). Em parte tem razão. Pescadores amadores, em sua maioria, ainda são do tipo predador: ''caiu da rede é peixe''. Esse político defende a proibição definitiva dos cardumes naturais. ''Quem quiser, vai aos pesque-pague''. Esta não é uma opinião técnica, certamente.
Há os que colaboram
A empresa Duke Energy, que opera no setor energético do lado de São Paulo, tem realizado ''atividades de peixamento'' - ou soltura de alevinos, no Rio Paranapanema. Essas iniciativas fazem parte do Programa de Manejo Pesqueiro, desenvolvido pela empresa nos seus oito reservatórios. No primeiro semestre de 2004 foram soltos cerca de 500 mil alevinos. Em 2003, a empresa superou um milhão de alevinos.
Conscientização
A Duke Energy promove a conscientização dos habitantes da região sobre a importância de não realizar a pesca na piracema, período em que os peixes migram em direção às cabeceiras dos rios para se reproduzir e garantir a perpetuação das espécies.





