Impostos do atraso

Há exatos 24 anos, em 8 de setembro de 1980, Ronald Reagan, presidente dos Estados Unidos, proferiu as seguintes frases sobre a forte presença do Estado nas atividades econômicas:
''Temos que agir ousada e rapidamente a fim de controlar o crescimento desmedido dos gastos federais, eliminar os desincentivos fiscais, reduzir os impostos que estrangulam a economia e reformar a teia regulamentadora que a sufoca.
Temos que permitir o crescimento da economia para gerar empregos e distribuir rendas.
Temos que manter a taxa de crescimento dos gastos governamentais em níveis prudentes.
Temos que reduzir as taxas incidentes sobre a renda pessoal, acelerar e simplificar as taxas de depreciação a fim de remover o desincentivo ao trabalho, ao investimento e à produtividade...''
Todos os presidentes dos Estados Unidos, Republicanos ou Democratas, trataram
de combater a complexidade do sistema fiscal. Nem todos conseguiram, mas o País prosperou, mesmo quando sua política externa comete desatinos como os gastos com a guerra.
Comparativamente distante, a política tributária brasileira não consegue abrir mão nem de artefatos abortivos, como a CPMF, ou da alíquota da Cofins (Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social), cujo aumento excessivo, três meses atrás, está expondo seus efeitos agora. A ampliação da alíquota da Cofins, de 3% para 7,6% significou a maior ampliação da carga tributária nos últimos anos.
Além de onerar, o novo formato da Cofins é um complicador na contabilidade das empresas.
Uma sondagem da CNI sobre o impacto das mudanças no recolhimento da Cofins ouviu - de 69% de empresários pesquisados - a afirmação de que os procedimentos se tornaram mais complexos.
E quando o governo mexe no cipoal de leis, resoluções e normas, invariavelmente é para complicar. Na mesma pesquisa, 77% dos entrevistados disseram que não houve melhora alguma com as alterações feitas na lei. A pesquisa revela que o porcentual de descontentes aumenta para 79% entre os pequenos e médios empresários e fica em 70% entre os grandes.

----------

LEITURA DINÂMICA

- Governo nenhum consegue agradar a todos ao mesmo tempo.

- Ontem, Lula levou pau dos excluídos (em várias capitais) e dos produtores rurais (em Presidnete Prudente/SP).

- No manifesto da UDR, colocações graves:
- O governo foi acusado de financiar guerrilha e repassar muito dinheiro para o MST, ''enquanto quem produz não tem apoio''.

- Os produtores ainda acusam o governo de financiar as invasões de terras produtivas, liberando verbas para ''falsas cooperativas'' do MST.

- Em meio a tantas ameaças é difícil produzir alimentos para os brasileiros e excedentes que têm garantido a balança comercial, necessária para a estabilidade econômica.

- ''É difícil ter um governo que não respeita a propriedade, se diz amigo dos criminosos invasores e considera o produtor um escravocrata'', afirmou o presidente da UDR, Luiz Antonio Nabhan Garcia.

---------

DROPS

Cursos do Senar
O Senar/Paraná está divulgando seu calendário de cursos para outubro, no Centro de Treinamento Agropecuário da Faep em Assis Chateaubriand. Os cursos vão de plantio direto a classificação de grãos, identificação e certificação. Incluem agricultura orgânica e fabricação de produtos da propriedade, além de carnes e linguiças defumadas.

O peixe pronto
Um dos cursos é sobre as técnicas de transformação de pescados. O agricultor que tem tanques ou açude, em vez de vender o peixe para que a indústria o transforme, ele mesmo vai fazer isto: vai preparar o peixe e entrega-lo nos supermercados. É a tão desejada agregação de valores.

Defumados
Há cursos neste sentido também para suínos e outras carnes. A maior margem de lucro fica para quem industrializa e vende. Aprendendo a defumar a carne, o próprio produtor vai vender direto para o varejo. O lucro da propriedade aumenta em mais de 100%. A renda que seria da indústria fica para o produtor. Afinal, ele é o dono dos porcos.

Sabor e renda
Na transformação de pescados a família do produtor aprende fazer peixe assado, defumação, saladas, salpicão, patê, pizza, filé, moquecas de tilápia, peixe na batata, congelamento, embalagem e armazenamento. Os cursos do Senar proporcionam uma alimentação sadia, mas o principal é aumentar as fontes de renda.

Qualidade no campo
A engenheira agrônoma Sandra Tércia Ferneda Ventorim é administradora do CTA de Assis Chateaubriand. Ela garante que os cursos melhoram a renda e a qualidade de vida dos produtores e seus funcionários.
Informações: [email protected] Telefone (44) 528-4213.

Cursos pelo Paraná
Além de Assis Chateaubriand, o Senar dá cursos junto aos Sindicatos Rurais, Sociedades Rurais e cooperativas em todo o Estado. Os cursos também podem ser feitos em Ibiporã, no CTA da Faep. Informações: tel. (43) 258-2533 e 258-4070.

mockup