OSWALDO PETRIN
Noroeste recebe crédito
Amanhã, em Umuarama, um convênio entre Faep, Ocepar, Seab/Iapar e Banco do Brasil, dará continuidade a uma das iniciativas mais bem-sucedidas da agricultura brasileira: o Projeto Arenito Nova Fronteira, que viabiliza a integração agricultura e pecuária no Noroeste do Paraná. O convênio, na verdade, é o repasse de R$ 290 milhões para custeio e investimentos em máquinas. Será às 10 horas, no Campus da Universidade de Maringá (UEM), antiga Escola Agrícola.
Na safra atual, o Arenito Nova Fronteira liberou R$ 225 milhões aos produtores rurais da região. Deste total, R$ 91 milhões foram para investimentos e R$ 34 milhões destinados à comercialização. Desde 2001, o Noroeste foi contemplado com R$ 534 milhões.
Solos que estavam ameaçados de degradação apresentam índices de produtividade comparados aos da boa terra roxa. A idéia original surgiu na prefeitura de Umuarama, em 1977, com o arrendamento de terras; hoje o projeto está presente em 107 municípios. Segundo o secretário Municipal de Agricultura, Antonio Carlos Fávaro, o Arenito Nova Fronteira trouxe mudanças de comportamento com relação ao arenito.
Segundo a Faep, os preços das terras agrícolas na região, em muitos casos, já se aproximam dos mesmos preços obtidos nas mais valorizadas regiões produtoras de grãos no Paraná - o equivalente a 1.000 sacas de soja o alqueire.
O ato significa a garantia de crédito acessível para consolidação da região como pólo produtor de soja, milho e demais cereais de forma integrada com a pecuária de corte. ''Melhor para a economia regional porque a receita dos grãos, combinada com a modernização pecuária, permite aquecimento dos negócios urbanos e rurais, dinamização do comércio e geração de empregos'', conforme sintetiza Ágide Meneguette, presidente da Faep.
Integram o Arenito Nova Fronteira: Federação da Agricultura (Faep), Secretaria Estadual da Agricultura, Iapar, Embrapa-CNPSoja, Sebrae-PR, Ocepar e Universidade Estadual de Maringá. Do Paraná Pecuária, participam Banco do Brasil, Seab, Faep, Emater-PR, Sebrae e Ocepar.
LEITURA DINÂMICA
- O tomate aparece como vilão no item alimentos para efeito de inflação. Ele deve puxar a média dos índices aferidores de preços.
- Fatores imponderáveis são a causa: queda de temperatura, por exemplo.
- Em situações como esta, o governo federal - que gasta uma fortuda em propaganda - deveria orientar os consumidores a optar por produtos de maior oferta.
- Resolveria um problema de abastecimento. E ajudaria na economia doméstica.
- O consumidor pode prescindir do tomate por algum tempo. Ele não é substituível.
- Mas o Brasil não tem uma política de abastecimento e as campanhas na mídia não orientam nada. O que a Petrobrás gasta em propaganda é um abuso.
- É o que esta coluna vem chamando, há anos, de ''publicídio à brasileira''.
DROPS
Soja na Bolsa, ontem
Os contratos futuros da soja terminaram o pregão de ontem na Bolsa de Chicago (CBOT) em alta para a posição de safra velha e em baixa para a safra nova. O contrato de agosto registrou alta de 6,50 centavos fechando a 6,370 centavos de dólar por bushel. O novembro caiu 7,25 centavos, fechando a 5,475 centavos por bushel e demais contratos chegaram a registrar baixas de até 10,0 centavos por bushel.
Explicando
Mais uma vez, os terão como explicação para este comportamento as condições das lavouras e estoques de passagem. Ontem o USDA mostrou uma melhora de mais 3% nos índices de lavouras em estado bom a excelente, agora são 73% das lavouras nestas condições contra 70% na semana passada.
Relatório do Usda
A FNP Agroinformativos disse ontem que o mercado está apreensivo com o relatório de safra do USDA que será divulgado hoje. Ontem havia rumores de que o relatório apontará uma elevação da estimativa de colheita a níveis recordes (em 2001 a colheita foi de 2.891 bilhões de bushels e espera-se algo em torno de 2.9 bilhões de bushels).
Agosto estável
Graças ao menor estoque de passagem dos últimos 27 anos, agosto vem conseguindo registrar leves altas e até manter-se estável. No mercado interno, por incrível que pareça houve uma ligeira melhora nos preços, graças elevação dos prêmios em Paranaguá que registraram ontem +50/55 sobre novembro(na terça-
feira pagavam (+40/45).
Indicadores de preços
O indicador de preços da soja Esalq ficou em R$ 37,72/saca, ganho de 0,45% no dia. Em dólar, o indicador ficou em US$ 12,42/saca, alta de 0,16%. O indicador é calculado pela Esalq com base nos preços do mercado disponível em cinco praças do Estado do Paraná. Veja na página 2 os preços no mercado físico.





