OSWALDO PETRIN
O marketing do feijão
Um site (www.unifeijao.com.br) para disponibilizar dados e análises exclusivamente sobre produção e abastecimento de feijão. Mas não será apenas isso, promete a responsável pela sua implantação, a técnica Sandra Hetzel, de São Paulo. Ela quer promover campanhas para aumentar o consumo do alimento, que é saudável e previne doenças. O assunto vem sendo tratado com nutricionistas e pediatras.
Sandra Hetzel telefonou para este jornal informando sobre a criação do site. Uma fonte completa sobre o produto, garante.
O brasileiro tem que recuperar o hábito de consumir feijão. Sandra Hetzel comenta: ''Há uma lei que obriga a indústria de farinha a acrescentar ferro nos derivados de trigo; fico abismada. Temos um produto que contém todos os componentes para o desenvolvimento das crianças. A resposta nutricional está num produto natural, o feijão''.
As indústrias de massas têm marketing pesado. Investem milhões enquanto o feijão não tem campanha. Para a técnica, o produtor de feijão deveria receber prêmios, incentivos pelo alimento que coloca à mesa dos brasileiros. E o consumo deveria ser incentivado institucionalmente, através da merenda escolar, por exemplo.
Mas Sandra vê com otimismo o futuro do feijão, em termos de consumo e mercado. Enquanto a praticidade e a vida moderna induzem o consumo de massas, fest foods, etc, as cozinhas industriais não prescindem do feijão. Ele está no cardápio das grandes empresas todos os dias. Isto é positivo e as indústrias que servem refeições a seus empregados sabem o motivo disso.
Porém, no momento o produtor está perdendo, com a saca do carioquinha em torno de R$ 50,00. No ano passado, nesta mesma época, o preço era R$ 75,00. De janeiro até agora a perda foi de 33%. No entanto, no varejo o preço é alto o que acaba fazendo o consumidor migrar para as massas.
Mais informações: Sandra Hetzel, analista de Mercado: fone (11) 3819-8315
e-mail: [email protected] - skype: sandrahetzel www.unifeijao.com.br
LEITURA DINÂMICA
- Uma notícia que pode acordar o mercado do milho:
- A colheita da safrinha no Paraná deve atingir 3,729 milhões de toneladas, -38,3% em relação à safra passada, informa a Agência Folha, com base em levantamento do Deral. Os produtores paranaenses colheram 17,6% da área plantada.
- A exemplo do que ocorre no Paraná, os principais mercados criadores de suínos de São Paulo tiveram nova alta nos últimos dias. Ontem a arroba do porco chegou a R$ 53. Fontes: Associação de criadores, IEA e Vaivém das Commodiies.
- Uma carga de 25 mil toneladas marcará o retorno do Brasil ao comércio mundial do arroz em casca.
- A venda está sendo negociada pela Federação dos Arrozeiros do Rio Grande do Sul, que prevê o embarque para o próximo mês.
DROPS
Cofins: Ágide Meneguette
Veja na página 2 análise do presidente da Faep, Ágide Meneguette sobre isenção de impostos sobre produtos da agricultura.
Boi em alta
A semana se começou com sinais de altas de preços. ''Compradores de São Paulo puxam boiadas do Mato Grosso do Sul e pagam R$ 61/arroba do rastreado e no Estado do Mato Grosso do Sul os frigoríficos trabalham com programação média de uma semana'', informou ontem a FNP.
Em SP e Paraná
Alguns negócios em São Paulo ocorreram a R$ 61,50 a prazo e para descontar o imposto e os frigoríficos de mercado interno ainda precisam de mercadoria para esta semana. No Paraná, o maior preço foi mantido em R$ 61,00, ontem, na praça de Maringá.
Soja: médias no Paraná
O indicador de preços da soja Esalq ficou em R$ 39,92/saca, alta de 4,28% no dia. Em dólar, o indicador ficou em US$ 13,03/saca, ganho de 4,74%. O indicador é calculado pela Esalq com base nos preços do mercado disponível em cinco praças do Estado do Paraná.
Indicador Chicago
Os contratos futuros da soja terminaram o pregão de ontem em baixa para agosto e leves altas para os vencimentos mais distantes na bolsa de Chicago (CBOT). O contrato agosto registrou queda de 3,50 centavos, registrando 6,655 dólares por bushel.
Para novembro
Já, novembro embora tenha registrado altas significativas fechou com apenas 0,50 centavos de alta, pressionado por vendas especulativas no ''intra day'' ao final do pregão para realização de lucros, fechando a 5,9650 dólares por bushel. Veja mais sobre preços no mercado físico do Paraná na página 2 deste caderno. Fonte:
Ontem o mercado especulava como certo a elevação de pelo menos 2 pontos percentuais nas condições das lavouras no que diz respeito ao índice Bom/Excelente, entretanto o índice de bom/excelente subiu apenas 1 ponto percentual. FNP Agroinformativos.





