OSWALDO PETRIN
''Produtor vai receber pelos subprodutos: chifre, tripa...''
Projeto Carne da Corol
É um projeto paranaense, do interesse de todas as regiões. A Cooperativa Agroindustrial (Corol), de Rolândia, volta a negociar com os pecuaristas da região, na próxima semana, o compromisso de adesão ao Projeto de Exportação de Carne Bovina. Em setembro do ano passado a Corol realizou o primeiro contato com os produtores, oportunidade em que foi exposto o projeto e levantado o interesse deles em participar. À época, mais de 500 pecuaristas aderiram ao projeto.
Nessa nova rodada os pecuaristas terão as últimas informações sobre o andamento atual das negociações com os parceiros externos e também serão ''desafiados'' a confirmar integração definitiva ao projeto, informando inclusive com quantos animais/ano querem participar.
No Projeto Integrado haverá um aproveitamento de todos esses subprodutos. Empresários canadenses, americanos e alemães estão em negociação com a Corol e a comissão de produtores para fechar um acordo comercial. Assim que for fechado esse acordo imediatamente o processo ganha forma com a definição do local da indústria e os demais procedimentos para viabilização desse projeto.
Conforme agenda divulgada ontem pela Assessoria de Imprensa da Corol, as reuniões serão realizadas na terça-feira, dia 20, às 14 horas, na Corol, em Rolândia; na quarta-feira, 21, a partir das 14 horas, no Sindicato Rural de Cornélio Procópio; na quinta-feira, às 9 horas, no Parque de Exposições de Paranavaí, e às 14 horas na Sociedade Rural de Umuarama; e na sexta-feira, a partir das 9 horas, em Campo Mourão na sede da Cooperativa Coamo.
Para implantar um projeto diferenciado, visando o mercado externo, a Corol tem trabalhado na elaboração de estudos e pesquisas de viabilidade. Um perfil qualitativo e quantitativo do rebanho bovino da região foi traçado por doutores da Universidade de Viçosa (MG), informa.
O objetivo é a construção de uma moderna planta, capaz de oferecer cortes diferenciados para consumidores da América do Norte, Europa e Ásia. Todo processo será implantado com rastreabilidade dos animais, e estuda-se até a instalação de um ''boitel'' nas proximidades da indústria, para garantir a uniformidade dos lotes.
Mais de 500 pecuaristas do Norte do Paraná, interior de São Paulo e do Mato Grosso do Sul preencheram, na primeira fase, o cadastro para integrar o programa. Inicialmente seriam abatidas 1.000 cabeças/dia.
LEITURA DINÂMICA
- Os recursos que o governo vai leberar para a safra de verão 2004/05 ficam bem abaixo da demanda prevista pela CNA.
- Ontem o Banco do Brasil informou que vai liberar R$ 25,5 bilhões.
- Segundo o vice-presidente de agronegócios da instituição, Ricardo Conceição, desse total, R$ 21,4 bilhões irão para agricultura comercial e R$ 4,1 bilhões para os pequenos produtores da agricultura familiar.
- No total, o Plano Agrícola e Pecuário 2004/05 do governo prevê liberação de R$ 46,5 bilhões para os dois segmentos.
Do total que será aplicado pelo BB, R$ 16,292 bilhões serão créditos de custeio da safra. que terão incremento de 25,4% em relação ao ano passado. Veja mais nesta página.
DROPS
Expotécnica
Hoje, às 8h30, na Unidade da Emater em Apucarana, lançamento da Expotécnica 2004.
Mercado ontem
Os preços futuros da soja fecharam o pregão em queda expressiva na Bolsa de Chicago (CBOT), com realização de lucro após os ganhos de quarta-feira. Os fracos números de exportação de soja dos EUA na semana passada divulgados ontem pelo USDA, também pressionaram o mercado. O recuo foi de 9 a 29,75 centavos de dólar por bushel.
Queda em agosto
O contrato agosto, o mais próximo, perdeu 29,75 centavos, para US$ 7,51/bushel. Os poucos negócios do mercado físico e as previsões de chuvas no meio-oeste foram outros fatores baixistas. No mercado interno, mais um dia de baixa movimentação.
Fluxo da indústria
Segundo a FNP, nos EUA, as processadoras de soja fizeram mais uso da oleaginosa do que previram os analistas no mês passado, enquanto a demanda doméstica por rações animais permaneceu forte, ante a estimativa de que poderá haver um recuo no fornecimento, resultando na maior queda no período de 27 anos, antes da colheita em setembro.
Produtor segura
As quedas na CBOT acabaram traduzindo em novas baixas no mercado doméstico brasileiro. O câmbio cedeu ainda mais, e o dólar comercial fechou ontem em R$ 3,016. Há, ainda, bom volume por ser comercializado, principalmente no Estado do Paraná.
Segundo dados do Deral, citados ontem na análise da FNP Agroinformativos, no Paraná cerca de 28% das 9,94 milhões de toneladas ainda estão em mãos dos produtores.
Queda em Paranaguá
Pequenos negócios em Paranaguá a R$ 41,50/sc, e em Cascavel, a R$ 40,00/sc. Na página 2, os preços dos poucos negócios realizados ontem em Cascavel, Maringá e Ponta Grossa.
Média no Paraná
O indicador de preços da soja Esalq ficou em R$ 39,22/saca, queda de 1,16% no dia. Em dólar, o indicador ficou em US$ 13,01/saca, em queda de 0,76%. O indicador é calculado pela Esalq com base nos preços do mercado disponível em cinco pra ças do Estado do Paraná.
Otimismo continua
Todo esse panorama não altera a intenção de plantio da próxima safra de verão. Os produtores continuam animados com a soja. Ontem a Embrapa divulgou novas recomendações para a safra 2003/05 - que a Folha Rural publica no próximo sábado.





