OSWALDO PETRIN
Pecuária discute tecnologia
Dia 17, amanhã, às 13h30, no Sindicato Rural de Londrina, reunião para formação do Grupo de Apoio à Pecuária de Corte. Proposta: criação de um fórum único para tratar de ''melhorias tecnológicas'' da pecuária. O objetivo é racionalizar o uso da tecnologia disponível.
Poderia ser uma reunião técnica de rotina. Mas ela decorre de outras necessidades. Hoje os agentes de pesquisa e geração de tecnologia trabalham de forma eficiente, porém individual e dispersa.
''Cada um puxa para um lado: os especialista em genética têm seu foco na genética; os da melhoria de pastagem, puxam para a sua especialidade. O que precisamos é somar os esforços, avançar na tecnologia e racionalizar os recursos investidos no setor'' - defende Milton Casaroli, diretor do Sindicato Rural.
''Temos que falar a mesma lingua'', resume. Nos planos da Comissão para formação do Grupo estão Emater, Iapar, Embrapa, Senar/FAEP e produtores. A reunião contará com motivação e metodologia dos técnicos da Emater.
Pela explicação de Casaroli, o Paraná tem tecnologia e pecuaristas receptivos à sua adoção. Mas há gargalos no repasse da técnica.
LEITURA DINÂMICA
- Não adianta visitar a china e reverenciar seus monumentos. Isto não vai abrir as portas do mercado. Ficou comprovado ontem.
- É que a embaixada chinesa no Brasil não concedeu visto de entrada para Maçao Tadano, o secretário de Defesa Agropecuária.
- Tadano ia à China tentar resolver o impasse da soja, que prejudica a imagem do Brasil no mundo inteiro.
- Primeiro, a China mandou de volta a soja brasileira, em plena visita de Lula.
- Agora não aceita nem explicações.
- Isto respinga no prestígio do ministro Roberto Rodrigues. E Pratini de Morais, ministro de FHC, que se apresenta como grande negociador, deve estar achando muito engraçado.
DROPS
Crédito para a nova safra
Safra 2004/2005 exige R$ 56,2 bilhões a juros de 8,75% ao ano, menos burocracia e mais investimentos. Este o volume necessário de crédito para custeio e comercialização (juro equalizado a 8,75% ao ano) à safra 2004/2005. Os recursos consideram previsão de aumento da área plantada em 9% e altas nos custos de produção em decorrência de reajustes nos preços dos insumos agrícolas.
Garantia
A FAEP informou ontem que o setor produtivo, representado pelas Federações de Agricultura através da CNA - solicita a simplificação do processo de acesso ao crédito. Hoje o produtor é obrigado a apresentar ao banco 47 certidões diferentes ao pedir financiamento. Outra sugestão: a garantia do financiamento deve ser no máximo o penhor da safra, e não até 200% do valor financiado, segundo as regras vigentes.
Abiove/safra
A Abiove, que representa a indústria, manteve ontem sua projeção para a safra brasileira de soja em 50,3 milhões de toneladas, admitindo uma quebra de 3% sobre as 51,8 milhões de toneladas da safra anterior. A Abiove projeta exportações de 20,2 milhões de t de grãos e esmagamento de 29,8 milhões de t.
Safras & Mercado
A Consultoria Safras & Mercado previu ontem uma produção de 49,98 milhões de t. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos previu 52,6 milhões de t. Enquanto isso, a Conab está prevendo uma produção de 50,19 milhões de t.
Chicago, ontem
Pequena valorização de 1,32% nos contratos com vencimento em julho. O pregão da Bolsa de Chicago (CBOT) fechou a US$ 8,84/bushel (US$ 19,49/sc.). Os contratos com vencimentos de mais longo prazo fecharam o dia em baixa em função das boas condições das lavouras norte-americanas.
O dólar recuou 1,45% e foi vendido a R$ 3,125.
Efeito China
À medida que a China fecha o cerco aos exportadores brasileiros, valoriza mais o produto norte-americano, cujo estoque é baixo. Chineses a serviços da soja americana?
Preços médios no Paraná
O indicador de preços da soja Esalq ficou em R$ 46,50/saca, alta de 1,97% no dia. Em dólar, o indicador ficou em US$ 14,88/saca, ganho de 3,41%. O indicador é calculado pela Esalq com base nos preços do mercado disponível em cinco praças do Estado do Paraná.
Os preços praticados no Paraná estão na página 2.
Mercado interno
No mercado interno prevaleceu a lentidão nas transações, segundo a FNP, uma vez que vendedores negociaram somente ''da mão pra boca''. O câmbio mais fraco e o menor preço recebido no porto pressionaram as cotações para baixo, contudo em geral houve falta de liquidez que neutralizou qualquer mudança mais significativa.





