OSWALDO PETRIN
Milho transgênico no Paraná
Quem disse que o Ibama só atrapalha? Ano passado, num evento da Abimilho, a reclamação foi que o Ibama estava dificultando a aplicação de novas técnicas. Nem o controle biológico da lagarta do cartucho conseguia passar pelo crivo do instituto.
Mas, ontem, o Ibama liberou o milho transgênico. E, pela primeira vez, a licença para um estudo com organismo geneticamente modificado foi dada para uma empresa particular, a Dow Agrosciences.
O trabalho da Dow Agrosciences será feito no Paraná.
A empresa deverá testar uma espécie transgênica de milho resistente a mariposas e lagartas - ambas consideradas pragas para a agricultura.
Essa é a quarta licença concedida pelo Ibama para pesquisa de campo com transgênicos. No ano passado foi liberada a pesquisa com mamão resistente ao vírus da mancha anelar. Depois um feijão resistente ao mosaico e, ontem, foi concedida a licença para uma espécie de batata resistente ao vírus PVY.
Outros quatro pedidos de estudos de campo com transgênicos estão em fase de análise. De 2002 para cá, o Ibama registrou 37 solicitações de pesquisa de campo com espécies transgênicas.
LEITURA DINÂMICA
- O agronegócio vai enfrentar mais um fator de alta: o óleo diesel, dependendo do que vem por aí.
- Se quiser, a Petrobras pode atenuar o impacto do aumento internacional de petróleo. Se quiser, o governo pode poupar os brasileiros dessa alta.
- É que cerca de 15 meses atrás, quando da queda dos preços internacionais, a Petrobras não repassou o diferencial para o mercado interno.
- Continuou lucrando.
- É por esta razão (e por tantas outras) que agentes do mercado afirmam que a Petrobras construiu um ''colchão''. Um lucro gordo.
- Pensando bem, é preciso ter muito dinheiro no 'colchão' para bancar a propaganda da Petrobras.
- Chega a ser irritante a quantidade de inserções da Petrobras nos melhores horários da tevê.
- É um exagero. E acintoso, considerando o preço que se paga pelo combustível, num país cujo transporte de bens é feito por rodovias.
DROPS
Dono da Gallus na cadeia
O juiz da 19 Vara Cível de São Paulo, Afonso Celso da Silva, condenou o dono da Gallus Agropecuária S.A., Gelson Camargo dos Santos, a 11 anos de reclusão em regime fechado e a 720 dias-multa, por crime falimentar. A decisão do juiz é de 7 deste mês mas só ontem as agências divulgaram a notícia.
Calote tem seis anos
Segundo a Agência Folha, em 12 de maio de 1998 a Gallus faliu e não pagou seus credores, que haviam investido recursos na engorda de bois, suínos e aves. Além da prisão e da multa, o juiz determinou que Camargo dos Santos fique impedido de voltar a exercer atividade comercial.
Café reage
Depois de dois anos de prejuízo, os cafeicultores caminham para o lucro este ano. Caso os preços se mantenham no nível atual, de R$ 210 a saca (preço recebido pelos bons cafés mineiros e paulistas; no Paraná o preço é menor), o lucro por saca ficará em R$ 14. No ano passado, o setor registrou um prejuízo médio de R$ 36/saca. Sobre o preço, ontem, veja indicadores da página 2 deste caderno.
Bolsa tem nova queda
As cotações da soja recuaram fortemente, ontem, na Bolsa de Chicago. Contratos com vencimento previsto para julho foram negociados a US$ 8,69/bushel (US$ 19,16/sc), desvalorização de 4,2% no dia. O recuo foi técnico, segundo analistas
Mercado interno parou
O mercado interno praticamente não vendeu soja ontem, apesar da alta do dólar (comercial, R$ 3,212/R$ 3,214; paralelo: R$ 3,050/R$ 3,180; turismo: R$ 3,000 /R$ 3,200), que registrou maior salto desde abril do ano passado. Portanto, o câmbio não foi capaz de neutralizar a queda na Bolsa de Chicago. Isto mostra que o mercado da soja perde força.
Compare
A taxa de câmbio tem alta de 2,55%. Os contratos da soja na Bolsa de Chicago têm queda de 4,24%. A Graoneste, corretora de Cascavel, informou ontem que os preços no Porto de Paranaguá ficaram entre R$ 48,80 e R$ 49,20/saca. No interior preço variou entre R$ 46,00/47,20, em Cascavel e Toledo, e R$ 46,50 e R$ 47,00 em Campo Mourão, Maringá, Rolândia e Cornélio Procópio. Em Ponta Grossa, R$ 47,50. Veja também na página 2.
Indicador médio no Paraná
O indicador de preços da soja Esalq ficou em R$ 47,11/saca, alta de 0,55% no dia. Em dólar, o indicador ficou em US$ 14,66/saca, queda de 1,94%. O indicador é calculado com base nos preços do mercado disponível em cinco praças do Estado do Paraná.





