Preços dos combustíveis

A Petrobras, que voltou a fazer inserções em horários nobres da televisão, exibindo peças publicitárias de alto padrão, já avisou que prepara aumento dos combustíveis e, como sempre, com bom embasamento para justificar os novos preços.

A empresa admite aumentar o preço dos combustíveis, caso a tendência de alta no mercado internacional de petróleo se mantenha por um período mais longo. Ao comentar os resultados da empresa no primeiro trimestre, o diretor-financeiro da estatal, Sérgio Gabrielli, reconheceu que a recente disparada do dólar pode impactar o balanço da estatal e levar a um aumento.

Na verdade, os preços poderiam até subir mais, se a paridade é o mercado internacional, mas o baixo crescimento da economia não comporta isto. Tudo bem que a empresa chegou a ser criticada por segurar os preços internos enquanto o petróleo dispara no mercado internacional. Mas o estrago que os preços dos combustíveis fazem aos demais setores da economia pede um controle maior dos preços.

Não é por acaso que enquanto os combustíveis puxam os índices de preços, a estatal apresenta lucro de R$ 3,972 bilhões. Embora 28% menor que o do mesmo período do ano passado, o lucro não é compatível com uma economia em recessão sem sinais de reversão.



LEITURA DINÂMICA

- Vai dar a lógica: mais um ano sem crescimento do PIB; mais um ano sem distribuir riquezas.

- Para quem estava apostando na recuperação da economia, para vender mais, crescer e dar mais emprego, uma má notícia: não háverá crescimento algum.

- O ministro Mântega, do Planejamento, afirmou que se o setor produtivo não fizer investimentos, o País não irá crescer na proporção desejada.

- Não conseguiremos manter o crescimento de 3% a 4% do PIB ao longo dos anos se não fizermos os investimentos necessários.

- Logo surgirão gargalos que impedirão o aumento da produção, como, por exemplo, a deterioração da malha viária que está em petição de miséria.

- Setor produtivo que o ministro se refere é a iniciativa privada já que o governo apenas consegue sustentar o peso da máquina, cada vez empregando mais.

- Mas o setor produtivo não aguenta pagar tantos impostos e encargos. Como vai investir?

DROPS

Soja/Chicago: cautela

Cotações dos contratos negociados ontem na Bolsa de Chicago, para entrega futura: US$ 9,825/bushel (US$ 21,66/saca). Este preço não alavancou o mercado interno que permaneceu calmo graças a somatória de variáveis como clima favorável e até uma percepção de que a China não manterá o mesmo ritmo de compra no segundo semestre.


Mercado frio

Em tempo de queda de temperatura, o mercado da soja congela e a reação do café permanece ainda muito fria. Diferente dos velhos tempos quando o clima no Norte do Paraná esquentava o preço na Bolsa de Nova York. Café e clima não são mais. Mas, pelo menos este ano, o clima vai dar o que falar, segundo meteorologistas e operadores do mercado, de olho nas previsões.


Câmbio recua

O dólar recuou 0,35% ontem e foi vendido a R$ 3,132. No mercado interno, boa parte das indústrias permaneceu ausente das negociações diante a instabilidade dos preços e do câmbio, conforme observação da FNP. Ao mesmo tempo os produtores não apresentaram interesse de venda uma vez que os preços sofreram queda em função da variação negativa, ontem, na Bolsa de Chicago.


Sentados na saca

Em geral os compradores reduziram os preços e os vendedores se retraíram e ''sentaram em cima da saca de soja disponível'', diz análise da FNP. Poucos negócios foram concretizados e os preços indicados ontem possuem caráter nominal apenas pois a pesquisa das cotações negócios.


Relatório do Usda

O relatório do balanço de oferta e demanda mundial de soja elaborado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) que foi divulgado na quarta-feira, referente aos dados de abril, apresentou a projeção da produção americana de 80,7 milhões de toneladas na safra 2004/05 ante 65,8 e 75,0 milhões nas duas safras anteriores.


Projeção

Apesar do aumento da área plantada na safra 2004/05 previsto de 2,7% para 30,5 milhões de ha, o aumento da projeção da produção naquele país está baseado numa produtividade 20% superior àquela da safra anterior quando houve problemas de seca e 5% acima da safra 2002/03


Preços em Paranaguá

Os poucos negócios realizados no Porto de Paranaguá registraram preços entre R$ 52,50 e R$ 53,80, a masma variação de ontem. No Oeste, entre R$ 50,50 e R$ 51,50, conforme a Granoeste. No Noroeste, Norte e Norte Pioneiro, entre R$ 51,50 e R$ 52,00, conforme fonte das cooperativas e Seab. Veja no quadro os preços praticados na região dos Campos Gerais.

Milho é mais

A safra de verão de milho no Paraná deverá atingir 7,5 milhões de toneladas, 1,25% acima das previsões iniciais. A boa produção de Ponta Grossa, onde a safra atingiu 1,12 milhão de t, com crescimento de 5% sobre a do ano passado, foi um dos motivos dessa safra acima das previsões. Os dados são do Deral divulgados ontem pela Agência Folha.

Safrinha de inverno

Os dados mais recentes do Deral mostram queda para a safrinha. A safra fica em 4 milhões de toneladas, com recuo de 34%. Já a produtividade cai para 3.573 quilos por hectare (menos 19%).

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