OSWALDO PETRIN
Finalmente o seguro
Finalmente, uma informação sobre o seguro agrícola. Antes tarde do que nunca. Mas o governo resolve fazer alguma coisa quase um ano e meio depois de iniciado o mandato e cinco meses depois da criação desse seguro.
No entanto, quem pensa que há alguma decisão importante para entrar em vigor de imediato, está enganado. A notícia, divulgada ontem pelo ministro Roberto Rodrigues, ainda é algo apenas esperançoso.
É para dizer que o Ministério da Agricultura deverá divulgar a regulamentação da lei até meados de junho, juntamente com o Plano Agrícola e Pecuário 2004/05.
Portanto, não há nada de novo.
O seguro agrícola é o subsídio que o governo dará aos produtores, correspondente a uma parcela do que eles pagarão para terem suas lavouras seguradas.
Como disse o próprio ministro, ontem, à Agência Estado: Se o seguro rural estivesse valendo, os problemas de seca no Rio Grande do Sul, enchente no Nordeste e ferrugem no Centro-Oeste já estariam resolvidos. (veja mais nesta página).
LEITURA DINÂMICA
- Os produtos de origem animal e vegetal foram os que menos pressionaram a inflação em abril.
- E o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, da USP (Fipe), registrou inflação de 0,36% na primeira quadrissemana de maio, também apontando um bom comportamento para o item alimentos (0,19%).
- Em abril, o índice fechou o mês em 0,29%.
- A inflação foi puxada pelo reajuste nos preços dos remédios. O grupo Saúde teve alta de 2,85%.
- Os norte-americanos deverão utilizar 33 milhões de toneladas de milho na safra 2004/5 de álcool. Esse volume supera em 30% o de há duas safras. (Agência Folha).
- O avanço do programa de álcool proveniente do milho dos EUA está dando maior sustentação aos preços do produto.
DROPS
Trabalho no campo
Produtores estão sendo convocados para reuniões que vão discutir formas de reduzir o trabalho informal na agropecuária. Os encontros são promovidos pela Delegacia Regional do Trabalho, INSS, FAEP e Sindicatos Rurais nas seguintes dadas e municípios: dia 11, em Guarapuava; 12, em Toledo; 13, em Umuarama; 17 em Carambeí e dia 20 em Londrina.
Lei para todos
A idéia é buscar um novo modelo de relações entre empregador e trabalhador, em que ambos estejam protegidos pela lei, informa a FAEP. No total serão nove encontros no Estado até o mês de junho. O combate à informalidade protege o empregador e, ao mesmo tempo, dá condições e garantias para que o trabalhador possa desempenhar suas funções com segurança.
Condomínios rurais
Uma alternativa para regularizar a situação dos trabalhadores volantes são os consórcios de empregadores (condomínios rurais). Produtores utilizam a mesma mão-de-obra, em épocas diferentes, e dividem os custos para sua manutenção legal. O trabalhador tem trabalho e renda o ano inteiro. Informações sobre os encontros nos sindicatos mais próximos.
Soja/dólar, ontem
Mercado 'travado' por mais um dia no interior do Paraná. A alta do dólar, ontem (comercial a R$ 3,138/R$ 3,142; paralelo, R$ 2,950/R$ 3,050), não conseguiu contrapor os efeitos da forte queda na Bolsa de Chicago, para contratos de junho.
No Porto de Paranaguá
A cotação da soja no Porto, ontem, chegou a R$ 56,70, na parte da manhã quando a Bolsa de Chicago abriu em alta. Os contratos na Bolsa desabaram mas ''não houve tempo'' de o mercado recuar na mesma proporção.
Causas do recuo
Foram várias, uma delas o relatório conservador do Usda sobre as safras Argentina e brasileira. Outra, as boas condições de plantio da safra norte-americana. E as notícias relacionados aos cancelamentos de compras chinesas de lotes de soja brasileira, apesar do câmbio mais elevado, também resultaram em recuo, conforme analistas da FNP, ontem.
Indicador médio no Paraná
O indicador de preços da soja Esalq ficou ontem em R$ 53,07/saca, baixa de 1,67% no dia. Em dólar, o indicador ficou em US$ 16,89/saca, queda de 3,76%. O indicador é calculado com base nos preços do mercado disponível em cinco praças do Estado do Paraná.
Juros nos Estados Unidos
Um dos fatores que mais exercem influência sobre o mercado da soja na Bolsa de Chicago, a alta dos juros nos EUA, ainda não se pronunciou. O FED (Banco Central Americano) vai mesmo elevar os juros. A qualquer momento os fundos de commodities vão migrar para o mercado financeiro abandonando as commodities agrícolas. Aí o preço cai.





