Agronegócio garante a balança

O agronegócio continua sustentando a economia do País. Suas exportações estão crescendo: o desempenho de abril, divulgado ontem, aumentou 16% sobre o mesmo mês do ano passado.

Agronegócio são todas as atividades e transações econômicas feitas antes e depois da porteira do sítio ou fazenda. Ele é puxado pela agropecuária, o setor primário da economia.

A agropecuária é o setor que praticamente não tem apoio do governo. Se continuar produzindo esbarra em dificuldades como falta de infra-estrutura e transporte. Basta observar a realidade dos portos e das rodovias.

Mais: é um dos setores que mais pagam impostos e geram empregos. No entanto, vive em clima de insegurança motivado principalmente pelas invasões.

Impulsionadas pelo desempenho do complexo carnes, açúcar e álcool, madeiras e suas obras e cereais, farinhas e preparações, as vendas externas do setor somaram US$ 2,847 bilhões no mês passado.

Segundo o próprio Ministério da Agricultura este foi um recorde histórico para abril. O superávit foi de US$ 2,477 bilhões, 20% a mais do que o registrado em abril de 2003.

De janeiro a abril, o agronegócio exportou US$ 10,686 bilhões, cerca de 30% acima do valor alcançado no mesmo período de 2003. O saldo comercial no quadrimestre foi de US$ 9,101 bilhões, com um acréscimo de 37,2% em relação aos primeiros quatro meses de 2003. Com isso, a cadeia produtiva foi responsável por 41% das vendas externas totais brasileiras.

LEITURA DINÂMICA

- Competência no cooperativismo de crédito. Nos últimos dois anos, mesmo com o cenário de dificuldades, uma organização de microcrédito criada por agricultores familiares cresceu 55% e chegou a 42 mil associados.

- Com esse crescimento, a Cooperativa Central de Crédito Rural com Interação Solidária (Cresol-Baser), ampliou sua atuação de 198 municípios para 250 da Região Sul.

- A Cresol-Baser capta recursos do governo federal, disponíveis no Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf).

- Na última semana, a cooperativa conseguiu ter acesso a mais R$ 30 milhões disponíveis nesse programa.

- A previsão é que esse valor vá financiar empreendimentos de cerca de 7.500 associados.


DROPS

Expozebu fatura alto

A 70 edição da Expozebu movimentou R$ 123 milhões, 25% a mais do que no ano passado. A feira, que teve a participação de 650 representantes de 39 países, recebeu 331 mil participantes. (Agência Folha).

Leilão de café

Terça-feira (18/5) o Ministério da Agricultura vai ofertar 200 mil sacas de café no primeiro leilão de venda física das 980 mil sacas adquiridas no ano passado pela Conab via contratos de opção. As normas, número de lotes e outros critérios foram definidos ontem.

Preço mínimo

Ontem foram fixados preços mínimos de R$ 157,00/saca para o café arábica e R$ R$ 89,00 para a saca do robusta, válidos em todo o País. O decreto estabelecnedo esses valores (5.071) foi publicado no Diário Oficial da União. Com base nestes valores, os produtores poderão contratar os Empréstimos do Governo Federal (EGF) e a linha Especial de Apoio à Comercialização (LEC) para a estocagem do café, a juros favorecidos de 8,75% ao ano.

Relatório Usda sai hoje

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (Usda) divulga hoje o seu novo relatório referente ao balanço de oferta e demanda mundial de soja. Apesar do retorno dos compradores chineses ao mercado não houve aumento da demanda. Mesmo assim, o mercado físico nos Estados Unidos permaneceu muito firme e ajustado com base na reduzida disponibilidade de soja naquele país.

Mercado interno inseguro

A queda nas cotações da Bolsa de Chicago na segunda-feira favoreceu a redução dos ofertas de compra pelas indústrias no mercado interno, pouco agressivas na aquisição neste dado momento em função da combinação da volatilidade dos mercados de commodities e financeiro entre a instabilidade política e econômica no país.


Câmbio contrapõe

A alta em Chicago não alavancou o mercado interno, segundo análise da Granoeste, de Cascavel, por ter sido 'negativamente compensada' pela queda do câmbio. Tudo ficou muito parecido com a segunda-feira diz a análise. Em Paranaguá, negócios entre R$ 56,00 e R$ 56,20. Nas praças do interior, em torno de R$ 52,00.


Pressão sobre as vendas vendas

A análise é da FNP Agroinformativos. Acrescenta que o mercado ainda foi influenciado pelo recebimento da soja recolhida para efeito de cumprimento dos compromissos de venda antecipada e financiamentos da produção pelos sojicultores. A cobertura de contratos funciona como uma pressão para vendas.


Prêmio negativo

O prêmio altamente negativo também desfavorece o mercado interno uma vez que o deságio na exportação afasta os participantes deste mercado. Segundo a FNP, poucos negócios foram realizados ontem no mercado interno. Vendedores permaneceram ausentes e os compradores se retraíram.

Preço médio no Paraná

O indicador de preços da soja Esalq ficou em R$ 53,97/saca, alta de 0,33% no dia. Em dólar, o indicador ficou em US$ 17,55/saca, ganho de 2,45%. O indicador é calculado com base nos preços do mercado disponível em cinco praças do Estado do Paraná.

Milho não reage

Os preços do milho no mercado de lotes permaneceram entre R$ 21,00 e R$ 22,00/saca. No Porto de Paranaguá, para entrega em junho, o preço de ontem foi R$ 24,50/saca.

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