A liquidez em xeque

O risco Brasil está em ascensão, infelizmente. O que consola é que jornais de hoje devem noticiar o aumento do risco e da iliquidez em vários países. O problema é que nenhuma economia passa incólume diante desses furacões - ao contrário, aliás, do que dissera ontem o presidente do Banco Central (BC), Henrique Meirelles.

Ele afirmou não temer uma nova crise de liquidez internacional, como em 2002, porque os fundamentos da economia brasileira são sólidos e os mercados reagem às mudanças das condições de cada País.

Em entrevista exclusiva à Agência Estado, em Mendoza, onde participa da reunião dos presidentes dos bancos centrais do continente, Meirelles não quis comentar as decisões do Tesouro de não aceitar os juros altos dos mercados na rolagem da dívida, nem de recomprar os 500 mil títulos pós-fixados com vencimentos entre 2007 e 2009. No entanto, ele insistiu em acalmar os mercados, uma tarefa difícil nesse momento.

O mercado, hoje, será um bom aferidor do grau de confiabilidade do governo. Mas há analista apostando em queda acentuada no mercado acionário e aumento do dólar.


LEITURA DINÂMICA

- Efeito retardado: Mesmo depois do plantio, o procurador-geral da República, Claudio Fonteles, quer que o Supremo Tribunal Federal (STF) julgue uma ação de inconstitucional (adin) contra a legislação que permitiu o uso de sementes transgênicas sem prévio estudo de impacto ambiental.

- Ação foi protocolada por ele, em janeiro.

- O procurador-geral apresentou a adin quando a medida provisória que liberou o plantio ainda não havia sido convertida na Lei 10.814.

- Depois de sancionada a lei, o STF indagou ao procurador se gostaria de manter a ação. Ele mandou novo parecer questionando dispositivos da lei.

Entre eles o que isentou de quaisquer punições ou responsabilidades os produtores que usaram sementes transgênicas nas safras passadas.

- Favorável à realização prévia de estudos de impacto ambiental, Fonteles argumenta que as normas que liberaram o plantio são inconstitucionais e não poderiam ter concedido anistia penal.

- A anistia suspendeu processos em tramitação na Justiça, entre eles contra pessoas acusadas de contrabandear sementes transgênicas de soja de outros países.

- O prazo para comercialização das sementes também é questionado por Fonteles.


DROPS
Corol lança Plano Pecuário

A Cooperativa Agroindustrial de Rolândia lança neste sábado, 8, o primeiro Plano de Vendas de Produtos pecuários que se estenderá até o dia 20. A exemplo dos planos para culturas de inverno e verão, o objetivo é reduzir custos e facilitar o planejamento da safra. O novo plano está voltado para os associados que atuam com bovinocultura (leite e corte), suinocultura, avicultura e piscicultura.

Manejo ecológico

O 1º Simpósio sobre manejo ecológico de doenças do Cone Sul, em Florianópolis, de 26 a 28 de maio, quer reunir palestrantes da Argentina, Uruguai, Chile e Brasil para refletir sobre as novas técnicas de controle alternativo de doenças de plantas.

Carne para a China

A Associação dos Exportadores de Carne Bovina (Abiec) vai retomar na próxima semana as negociações com a China, com amplas possibilidade de fechar bons contratos para o segundo semestre. Faltam apenas acertar acordos sanitários, segundo a Abiec.


Vendas diretas

Além da China, o Brasil quer vender à Indonésia, que já consome carne brasileira vinda de Cingapura. Na China a carne brasileira chega através de Hong Kong. O interesse é fazer vendas diretas.

Valorizando o boi

Na previsão dos analistas de mercado, contratos com a China não podem ser vistos como mais uma praça conquistada. A China é a China. Basta olhar para a sua taxa de crescimento. Quando os contratos com a China forem anunciados, a arroba do boi sobe no dia seguinte.


Receita da carne é ótima

As exportações de carne bovina ''in natura'' renderam US$ 1,3 bilhão nos últimos 12 meses, com evolução de 56% em relação ao mesmo período anterior. Já as industrializadas renderam US$ 380 milhões, com crescimento de 20%, segundo dados da Abiec.

Soja cai em Chicago

Forte queda, ontem, na Bolsa de Chicago. Motivo: chuvas na região de seca no meio-oeste norte-americano e também da valorização do dólar que resulta em perda de competitividade das exportações.


No Paraná, câmbio colabora

O contrato de segunda posição de entrega da soja na CBOT encerrou a sessão a US$ 10,005/bushel (US$ 22,06/saca de 60 kg). Desvalorização de 1,9%. No mercado interno a alta do câmbio conferiu sustentação das cotações em algumas praças. O dólar foi vendido ontem a R$ 2,998, alta de 1,5% e maior cotação nos últimos 10 meses.


No Porto, apatia

Apesar de o câmbio ter fechado no seu maior preço desde de agosto de 2003, o mercado ''não operou milagres'', segundo um analista de Curitiba. Os dados da Granoeste, de Cascavel, confirmam: foram realizados poucos negócios no Porto, entre R$ 54,50 e R$ 55,00. Veja mais nos indicadores da página 2.

mockup