Açúcar para Argentina

O setor açucareiro - que no Paraná é responsável por milhares de empregos -, pode se beneficiar das gestões que o Brasil está desenvolvendo junto à Argentina para estabelecer um acordo em torno do açúcar. As barreiras argentinas ao açúcar brasileiro são prejudiciais, inclusive, nas negociações do Brasil com outros países, principalmente com a União Européia.

Ontem, a Comissão de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que suspende as preferências tarifárias no comércio interno do Mercosul para o açúcar e os demais produtos alimentícios que contenham 10% ou mais de açúcar em sua composição. O próximo passo, conforme a Agência Folha, é a aprovação na Comissão de Constituição e Justiça.

O projeto, de autoria de Antonio Carlos de Mendes Thame (PSDB-SP), é o troco à aprovação, pelo Congresso da Argentina, de lei que dificulta as importações de açúcar brasileiro pelo país vizinho. Além da alíquota de 18%, o açúcar brasileiro paga uma sobretaxa que varia em relação ao preço internacional do produto.

Ontem, em Londres, o ministro do Desenvolvimento, Luiz Fernando Furlan, confirmou a meta de superar os USS$ 100 bilhões em exportações até o fim do atual governo.


LEITURA DINÂMICA

- Alguns ex-ministros da Fazenda têm polpudas ofertas de empregos dos bancos. Pedro Malan, o arrogante e todo poderosos do governo FHC, por exemplo, foi ''promovido' no Conselho de Administração do Unibanco.

- Vai ocupar a presidência do Conselho.

- Malan era vice-presidente do conselho desde maio do ano passado e foi escolhido por meio de uma eleição no último dia 30 para assumir a presidência.

- A notícia foi distribuída ontem pela Agência Folha. A vice-presidência ficará com Pedro Moreira Salles, presidente do grupo Unibanco.

- Um leitor da Folha, um dia, saiu com essa:

- Certas coisas que ocorrem depois que uma autoridade deixa o governo, justificam 'coisas certas' cometidas no mandato.

- Será que ele estava se referindo aos juros altos e outros privilégios aos bancos?.


DROPS

Expoingá começa amanhã

A Expoingá 2004 que começa nesta sexta (7) e vai até o dia 16, reunirá pelo menos 130 empresas da região e outros Estados. O pavilhão da indústria e comércio apresentará um 'mix' de produtos e serviços. Haverá lançamentos de produtos e uma oferta 20% superior à apresentada no ano passado.


Financiamento oficial

Só nos negócios dos leilões a previsão é transacionar mais de R$ 3,5 milhões, prevê Carlos Peres, diretor da Leiloingá Leilões que fará a maioria dos arremates da Expoingá. O Banco do Brasil não terá limite de crédito dentro das linhas disponibilizadas para Exposição.


Alta no boi gordo

Houve uma pressão por gado rastreado ontem em São Paulo, e a arroba subiu para R$ 61, conforme cotações da FNP Consultoria & Agroinformativos. O valor à vista do indicador do boi gordo Esalq/BM&F fechou a R$ 58,79/arroba. A prazo, a cotação ficou em R$ 59,91/arroba.


Soja na Bolsa

Contratos com vencimento previsto para julho foram negociados ontem na Bolsa De Chicago a US$ 10,20/bushel (US$ 22,49/saca). Houve queda em relação à terça-feira, mas no acumulado da semana a valorização foi de 0,7%.

Cenário mundial

A seca no Oeste dos Estados Unidos e a previsão de que as chuvas vão ficar abaixo da média para o período de plantio sustentaram as cotações futuras. Apesar do plantio adiantado naquele país, a semeadura foi realizada em solo seco e chuvas no decorrer dos próximos 15 dias são indispensáveis.

Tendência é de alta

Aumento das compras por parte dos fundos, indústrias e importadores deverá resultar em novos ganhos no curtíssimo prazo. A confirmação da redução da produção de soja na América do Sul deverá reforçar o quadro firme e altista da soja no mercado internacional.

Há pouca soja nos EUA

Com relação ao contrato com vencimento previsto para maio, as entregas foram escassas devido a reduzidíssima disponibilidade de soja no mercado interno norte-americano, uma vez que houve quebra da produção e, ainda assim - comenta a FNP - as indústrias não diminuíram o esmagamento realizados às custas dos estoques naquele país.


Indicador médio no Paraná

O indicador de preços da soja Esalq ficou em R$ 53,36/saca, baixa de 0,89% no dia. Em dólar, o indicador ficou em US$ 18,06/saca, queda de 0,39%. O indicador é calculado pela Esalq com base nos preços do mercado disponível em cinco praças do Estado do Paraná.

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