Rotulagem dos transgênicos

O Ministério da Agricultura iniciou ontem a fiscalização da rotulagem de produtos transgênicos. Começo foi pelo Rio Grande do Sul e vai chegar em todos os Esados. Serão vistoriada cooperativas, armazéns e indústrias de rações, farelos e alimentos de origem animal.

Todos os produtos contendo mais de 1% de organismos geneticamente modificados devem ser identificados com um rótulo especial, conforme as novas regras de rotulagem em vigor no país.

Uma autoridade do Ministério da Agricultura alerta, com certa arrogância - desnecessária para quem tem todos os instrumentos legais ao alcance. Diz que os infratores estão sujeitos a punições administrativas, incluindo a suspensão da comercialização ou perda do produto transgênico sem a especificação.

As amostras coletadas serão analisadas em laboratórios credenciados pelo ministério. Para os casos comprovados de indústrias que usam grãos transgênicos sem identificação, a multa inicial é de R$ 16,1 mil, mais R$ 1.600 por t do produto.

O Ministério acha que não terá problema pois sabe onde estão os produtores. Em alguns frigoríficos e indústrias, o Ministério já tem pessoal trabalhando para conferir as notas e quer fazer a checagem em 100% dos produtos. (Fonte: Agência Folha).


LEITURA DINÂMICA

- O clima em torno das eleições na Sociedade Rural começa a esquentar. O atual presidente, Edson Neme, está formando a chapa da situação, conforme anunciou no domingo à noite.

- Já a chapa Novos Rumos sugere o debate, 'para clarear as idéias', segundo o agropecuarista Ricardo Gonçalves Strenger. Ele não quis acordo para formar chapa única. Disse que é hora de mudanças.

- O Brasil paga caro pelo fertilizante. Em março, a média de gastos com as compras de adubos e fertilizantes atingiu US$ 5,9 milhões, 49% a mais do que no mesmo período de 2003.

- Missão veterinária do Japão começou ontem, a inspecionar o sistema de defesa agropecuária e a as condições de sanidade do rebanho brasileiro. Objetivo: ampliar as compras de carnes cozidas e congeladas.

- Em 2003, o Japão importou 188,5 mil toneladas de carne de frango in natura e industrializado, bovinos industrializados, perus, suínos e outras carnes.

- As exportações, que foram 13% superiores ao resultado de 2002, renderam US$ 242,5 milhões em divisas para o Brasil.

- As exportações de carnes bovinas estão se recuperando, após a greve dos fiscais. Os dados deste mês ainda são 11% inferiores aos de março, mas superam em 33% os de abril de 2003. Em média, as receitas atingiram US$ 19 milhões/dia.



DROPS


Encontro sobre saúde animal



A Pfizer promove dia 14, às 9 horas, no Centro de Treinamentos Milton Alcover, Parque Ney Braga, em Londrina, o ''1º Simpósio sobre Controle de Verminose Bovina - Prejuízos Econômicos e Importância do Controle Estratégico''. Público: produtores de gado de corte, profissionais do setor agropecuário e veterinários. Informações (011) 3643-2785.


Milho reage

Milho iniciou a semana com preços firmes e mercado fortemente comprador. 'As poucas ofertas foram absorvidas rapidamente', informou ontem a Granoeste, de Cascavel. A redução da colheita da safrinha é um dos fatores de alta do milho. Os preços variaram entere R$ 21,50 e R$ 22,00 posto fábrica, pagamento à vista, no Oeste do Paraná.

Milho no Porto

No Porto de Paranaguá, apenas indicações de negócios na faixa de R$ 23,00 por saca, pagamento à vista. Em Ponta Grossa, ontem, as indústrias estavam pagando R$ 22,00/saca. Ontem foi um dia de muita variação no preço do milho, com diferença de até R$ 1,00/saca, conforme a região. O mercado está se agitando com início de compras pelas indústrias.


Em lotes, alta de 2,48%

Preço médio, no mercado de lotes: O indicador de milho, calculado pela FGV, ficou ontem em R$ 21,42/saca de 60 kg, alta de 2,48% no dia. Esse preço pode puxar o mercado no interior, facilitando alta nos preços pagos para os produtores.

Contrato em risco

O produtor Waldemar Castro, de Telêmaco Borga, informou a esta coluna, ontem, que em março, fez venda de milho para uma empresa de Ponta Grossa, por um determinado preço. Naqueles dias o valor teve pequena queda e a empresa evitou honrar o contrato. Castro perdeu mas acabou se conformando. Menos de três semanas depois, o preço reagiu. A empresa deixou de comprar milho a R$ 16,00 e, agora, como rasgou o contrado - segundo o produtor -, vai ter que comprar milho a R$ 22,00. Este foi o preço de ontem na praça de Ponta Grossa.


Soja cai em Chicago

O contrato com vencimento para maio negociado na Bolsa de Chicago iniciou o pregão de ontem em forte baixa e encerrou cotado a US$ 9,67/bushel (US$ 21,32/sc), desvalorização de 2,13%). A queda foi técnica: pressão de venda dos fundos e realização de lucros.


Mercado interno sente

Queda na Bolsa de Chicago, apatia no mercado interno. No Porto de Paranaguá, R$ 53,00 no melhor momento. No Oeste do Paraná, preço caiu abaixo do R$ 50,00/saca. No Oeste e Norte, R$ 49,00, o preço máximo. Poucos negócios na maioria das praças do Paraná.


Queda de 3% no atacado

O indicador de preços da soja Esalq ficou ontem em R$ 50,82/saca, baixa de 3,05% no dia. Em dólar, o indicador ficou em US$ 17,63/saca, queda de 2,97%. O indicador é calculado pela Esalq com base nos preços do mercado disponível em cinco praças do Estado do Paraná.

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