OSWALDO PETRIN
Agricultura salva o Brasil
O emprego no campo, com carteira assinada, cresceu 36,7% no primeiro bimestre deste ano, informou ontem a Confederação Nacional da Agricultura (CNA) com base em dados oficiais.
Além de produzir alimentos baratos, recolher impostos, trazer os dólares que o País precisa, a agricultura está gerando empregos formais, num momento em que a economia está mergulhada na recessão e dispensando trabalhadores. O desemprego aumenta na cidade, mas a empregabilidade está garantida no compo.
Graças a agricultura e os agricultores. Enquanto os governos criam embaraços e dificultam a vida dos produtores (com pesados impostos, leis absurdas e falta de apoio logístico, com acontece no Porto de Paranaguá), esses mesmos produtores continuam gerando empegos, distribuindo riqueza. É o setor que mais pulveriza os recursos.
O saldo de empregos neste ano é muito superior ao do ano passado e de períodos anteriores, comemorou o assessor técnico da CNA, Luciano Carvalho. O levantamento é feito com base em dados do Cadastro Geral do Emprego e Desemprego (Caged), do Ministério do Trabalho. (Agência Estado)
O campo salva o Brasil, embora seus agentes, os agricultores, não tenham apoio e ainda vivem sob ameaças.
LEITURA DINÂMICA
- João Pedro Stédile, o lider dos Sem-Terra, afinou.
- Segundo a Agência Estado, ao depor ontem na CPI mista da terra, ele recuou nas suas declarações feitas sábado, quando prometeu ''infernizar'' o País.
- Stédile disse que não foi bem interpretado.
- Pelo jeito, abril não será o mês vermelho. Será, digamos, cor-de-rosa.
- A verba de R$ 1,7 bilhão que o governo prometeu esta semana para assentar 115 mil famílias até o final do ano não resolve nada. Precisaria muito mais.
- A opinião é do agrônomo e ex-presidente do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), Xico Graziano.
- Argumento: Nos últimos cinco anos houve um ciclo de expansão da agropecuária, o que valorizou terras antes desocupadas.
- ''Não existem terras para desapropriar'', afirma o agrônomo.
DROPS
Moinho Globo
O Moinho Globo, de Sertanópolis, está comemorando 50 anos. Uma história de bom relacionamento com fornecedores e consumidores. Comprando matéira-prima de e vendendo qualidade.
Deu a lógica
Os contratos de vendas futuras de soja negociados na Bolsa de Chicago (CBOT) encerraram o pregão em forte alta após ducha fria de quarta-feira motivada pelo relatório do Usda, apontando aumento da área de plantio nos Estados Unidos. Além do relatório ''baixista'', o mercado ontem sofre influênica de interesse de compras por parte da China.
Forte alta
O contrato com vencimento em maio próximo encerrou o pregão em alta de 3,5%, cotado a US$ 10,2950/bushel (US$ 22,6962/sc). Mais uma vez o produtor brasileiro não se beneficiou da alta na Bolsa de Chicago. Prêmios e câmbio não colaboraram.
O dólar norte-americano fechou esta quinta-feira a R$ 2,891, em ligeira queda de 0,21%.
Indicador médio do PR
O indicador de preços da soja Esalq ficou em R$ 51,63/saca, alta de 0,72% no dia. Em dólar, o indicador ficou em US$ 17,87/saca, ganho de 0,96%. O indicador é calculado pela Esalq com base nos preços do mercado disponível em cinco praças do Estado do Paraná.
Números da FNP
O preço médio comercializado da saca de soja disponível no mercado de lotes em março deste ano em Rondonópolis (MT) foi de R$44,32 por saca de 60 kg, ante R$38,18 no mês anterior (variação de 16%) e R$ 33,50 (variação de 32%) há um ano atrás.
Evolução do mercado
Em Cascavel o preço médio em março passado foi de R$ 50,36 por saca de 60 kg, ante R$ 44,10 no mês anterior (variação de 14%) e R$ 38,14 (variação de 32%) há um ano atrás. Fonte: FNP Agroinformativos. Os números das praças do Noroeste e Norte do Paraná não são muito diferentes. Já em Ponta Grossa a média é mais alta.
O gargalo do Porto
Com relação aos embarques efetivados no Porto de Paranaguá, estes se encontram atrasados cerca de três semanas e pressionados devido ao crescimento da oferta de soja conforme avança a colheita da oleaginosa nas principais regiões produtoras.
O preço da deficiência
Desta maneira a mercadoria exportada se encontra sujeita a forte deságio abaixo do vencimento de maio negociado em Chicago para carregamentos em abril.
O tempo chuvoso e os embarques de milho e trigo no início deste ano, assim como a greve dos agentes portuários atrasaram ainda mais os carregamentos no porto e resultaram assim nos prêmios negativos, valendo lembrar que esta perda é transferida ao produtor.
Prejuízo para quem produz
Se considerarmos que este desembolso impede melhores remunerações pela escassa soja ainda disponível para a comercialização no mercado nacional vale recomendar aos produtores que posterguem a venda de uma parcela das mercadorias. Contudo - observa a análise da FNP - não deveriam deixar de aproveitar preços que assegurem a rentabilidade da atividade e o aproveitamento dos atuais.





