O brasileiro mais pobre

Enquanto o governo aumentava os juros, em 2003, com medo do consumo, que poderia levar à inflação, as famílias estavm comprando menos nos supermercados, nas panificadoras e na quitanda da esquina.

Agora os dados transparecem no relatório sobre o PIB, divulgado ontem por órgão do próprio governo, o IBGE. O Produto Interno Bruto é a soma dos os bens e serviços produzidos no País. É o resultado da produção, da circulação do dinheiro.

Este indicador fiel mostra que todos ficaram mais probres.

Menos os bancos, certamente, pois seus balanços no início do ano mostraram que eles continuam ganhando mais. Em 2003, todos os bancos ganharam mais.

Parte da produção que deixou de ser absorvida pelo mercado interno - que perdeu a sua força de consumo - foi desviada para as exportações, de acordo com análise de técnico do IBGE.

O fraco desempenho da economia no primeiro ano do governo Lula foi fruto de um ano marcado por juros altos, queda na renda e aumento nas taxas de desemprego.

O desempenho da economia só não foi pior devido ao aumento das exportações.
Para descontar a inflação de um ano para o outro, o IBGE utilizou um deflator de 12,8% em 2003.

A informação está colocada com clareza na reportagem da Agência Folha, divulgada ontem.

O consumo das famílias, que indica como variou o padrão de vida da população,
caiu 3,3%. Foi a maior baixa desde que o IBGE começou a pesquisar esse dado, em 1990.

Quem salvou foi a agricultura. Foi o setor que mais cresceu, gerou empregos e distribuiu renda.



LEITURA DINÂMICA

- Entre os dias 2 e 4 de abril, em Morretes, o ''I Encontro de Produtores de Cachaça Artesanal e o Simpósio Nacional de Cachaça Orgânica''. Abertura será às 9 horas do dia 2.

- Murilo Albernaz, diretor executivo da Federação dos Produtores disse que o forte do evento é bausca de mercado.

- A Exposição de Londrina será aberta na quinta-feira, mas o trabalho nas baias e piquetes do Parque Ney Braga começa neste final de semana, com a chegada dos animais.

- A Unopar informou ontem que os expositores vão contar com a ajuda de alunos de Medicina Veterinária da Unopar na recepção; julgamento e assitência aos equinos.

- Sob responsabilidade do professor José Henrique Cavicchioli, a turma da Unopar estará no Parque Ney Braga de segunda-feira até o dia 18, das 8 às 22 horas.

- Para Cavicchioli é uma oportunidade para os estudantes manterem contato direto com criadores e tratadores de cavalos de todo o País.



DROPS

Cursos do SENAR. De graça

O calendário de cursos do SENAR-PR para abril já foi montado e prevê cursos e treinamentos para produtores, familiares e funcionários do sítio ou fazenda. Os cursos são ministrados nos Centros de Treinamento Agrícolas (CTAs) de Assis Chateaubriand e Ibiporã. Informações sobre os cursos: (43) 258-2533/258-4070.


Relatório surpreende mercado

Os relatórios do Usda sobre estoques e plantio da próxima safra norte-americana surpreenderam o mercado. A estimativa de intenção em 2004, de 75,411 milhões de acres (30,518 milhões de hectares), um aumento de 2,7% em relação a área de 2003 (73,404 milhões de acres/29,706 milhões de hectares).


Expansão da área

O aumento de 812 mil hectares - face aos melhores preços recebidos pela soja - deverá ocorrer sobre as áreas de trigo, mas ainda será insuficiente para reverter o quadro de estoque mundial ajustado neste ano, conforme o analista Deives Faria da Silva, da FNP Agroinformativos, de São Paulo


Implicação nos preços

O resultado dos dados mostrados pelo relatório do Usda foi uma queda nas cotações dos cotratos futuros da Bolsa de Chicago, ontem mesmo. Após nove meses no patamar de US$ 10,00 ou mais, Chicago rompeu uma longa fase de bons preços e fechou em baixa.


Ainda assim, quase US$ 22/saca

O contrato com vencimento previsto para maio próximo encerrou o pregão em baixa de 2,1%, cotado a US$ 9,95/bushel (US$ 21,94/sc de 60 kg), forte queda de US$ 0,22,25/bushel baseada na estimativa de expansão da sojicultura norte-americana e consequente aumento da oferta no segundo semestre do ano.


Mas a tendência é de alta

Apesar do recuo imediato das cotações, após o relatório, a tendência é de alta no médio prazo, segundo analistas de mercado. O mercado não recebeu notícias sobre aumento da demanda de óleo e farelo de soja na China e na União Européia. Informações dessa natureza são altistas e surgem a qualquer momento.

O dólar norte-americano encerrou o último dia março em baixa de 0,41% a R$ 2,897.


Traders ficaram fora

O mercado interno parou outem. Cascavel, Maringá, Campo Mourão e Rolândia foram os principais centros de comercialização que ficaram fora do mercado ontem. Ponta Grossa fechou vário lotes. E em Paranaguá indicações de compra acima de R$ 53,50. Veja alguns preços nos quadros ao lado.


Indicadores

O indicador de preços da soja Esalq ficou em R$ 51,26/saca, baixa de 2,04% no dia. Em dólar, o indicador ficou em US$ 17,70/saca, em queda de 1,61%. O indicador é calculado pela Esalq com base nos preços do mercado disponível em cinco praças do Estado do Paraná.

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