OSWALDO PETRIN
Por um porto seguro
Duas instituições da maior importância para a economia do Paraná e do Brasil, OCEPAR e FAEP, estão propondo medidas para melhorar o Porto de Paranaguá. Na verdade estão ratificando pedido já encaminhado. Essas sugestões expressam o desejo de quem produz, recolhe impostos, gera milhares de empregos, gera divisas.
1) Suspensão das restrições estaduais ao recebimento, armazenagem e embarque de soja e seus produtos modificados geneticamente nos terminais privativos,
2) Separação da fila de caminhões e do pátio de triagem de veículos, observando o destino dos produtos: terminais privados ou silos públicos pertencentes a APPA - Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina,
3) Dragagem do canal de acesso ao porto e nos berços de atracação,
4) Funcionamento ininterrupto, com agilização na troca de turno dos
operadores dos ship loaders e amarração,
5) Tendo em vista a dimensão do problema, promover uma operação urgente de profilaxia e desratização nas instalações do porto,
6) Reparo do berço 213 do Corredor de Exportação,
7) Discussão das Ordens de Serviço APPA nº 143 e 144, pelo CAP - Conselho de Autoridade Portuária, suspendendo imediatamente a exigência de nomeação de navio para remessa do produto ao Porto.
8) Promover discussão sistemática sobre os problemas do porto no âmbito do CAP
Segundo a OCEPAR e a FAEP, o Porto de Paranaguá passa por uma situação difícil, com atrasos no recebimento e embarque de granéis, formação de filas de caminhões e navios que desaguam na redução dos preços recebidos pelos produtores, sempre em prejuízo para a economia e a sociedade paranaense.
O produto brasileiro - animal ou vegetal - é altamente competitivo da porteira do sítio para dentro. Fora da porteira, perde espaço no mercado internacional e chega muito caro na mesa do consumidor. Além da carga tributária enfrenta falta de logística.
Isso não é novidade. A nova, agora, são as críticas e as crise de autoridade. Ocorrem em todas as esferas. A primeira foi a do presidente da República, na Índia. Pelo jeito foi copiado.
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LEITURA DINÂMICA
- Índios caingangues, da reserva de Manoel Ribas, farão curso de Manutenção de Máquinas na terça-feiras, na Fazenda Experimental da Universidade Estadual de Maringá (UEM).
- Os índios são dedicados. No ano passado, pelo SENAR, várias reservas do Paraná receberam cursos sobre manejo e manutenção de tratores. Índio quer trator!
- A maioria dos produtores que entregaram leite à Parmalat ainda são credores da empresa, conforme pesquisa da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).
- Em fevereiro, foram ouvidos 1.142 produtores, de um total de 800 mil. Dos entrevistados, 6% forneciam leite à Parmalat. E 74% deles ainda têm valores a receber.
- Só com os produtores, a Parmalat do Brasil tem dívidas de R$ 30 milhões, segundo a CNA. A crise ocorreu em dezembro do ano passado e ainda respinga.
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DROPS
A força da soja
Mesmo com a redução da safra este ano, as exportações do complexo soja devem totalizar US$ 12 bilhões (US$ 8,4 bilhões em 2003). Os preços estão subindo no mercado internacional. A Bolsa de Chicago registra recordes seguidos de preços, informou ontem o Ministério da Agricultura.
Chicago, ontem
Os preços futuros da soja na Chicago Board of Trade (CBOT) encerraram o pregão de ontem em forte alta sob influência de quebra da produção no Brasil, apesar do fraco desempenho das exportações norte-americanas. O contrato com vencimento para maio encerrou o pregão em alta de 2,4%, cotado a US$ 10,18/bushel (US$ 22,44/sc).
Preços no Paraná
Cotações da soja ontem no Porto de Paranaguá, entre R$ 56,50 e R$ 57,00. Veja na página 2 cotações no Norte e Oeste. O indicador de preços da soja Esalq ficou em R$ 53,41/saca, alta de 1,75% no dia. Em dólar, o indicador ficou em US$ 18,36/saca, ganho de 1,89%. O indicador é calculado pela Esalq com base nos preços do mercado disponível em cinco praças do Estado do Paraná.
Realização de lucro
A FNP Agroinformativos está prevendo ligeira queda na Bolsa, hoje para a realização de lucros dos fundos de commodities. No mercado interno, preço firme. Chuvas interromperam a colheita ontem em Mato Grosso.





