OSWALDO PETRIN
Semana começa com preços em alta
A semana começou com fortes altas nas cotações da soja na Bolsa de Chicago. Compras especulativas por conta da quebra das safras brasileira e argentina puxaram os preços. Houve rumores de que a redução da safra brasileira pode ficar entre 6 milhões e 7,5 milhões de toneladas.
Especulações. Mas, com certeza a produção será menor; exportação e moagem interna menores. E receita também menor, e não mais os US$ 12,5 bilhões previstos no início da safra.
Mercado ontem: o contrato futuro negociado na CBOT, para maio ficou cotado a US$ 9,775/bushel (US$ 21,55/sc. de 60 kg).
Reflexo: O indicador de preços da soja Esalq ficou em R$ 50,51/saca, alta de 1,75% no dia. Em dólar, o indicador ficou em US$ 17,39/saca, ganho de 1,64%. O indicador é calculado pela Esalq com base nos preços do mercado disponível em cinco praças do Estado do Paraná.
O mercado interno iniciou a semana firme e pouco ofertado. Na avaliação da FNP, o comportamento altista dos preços dos contratos futuros negociados em Chicago encorajam os produtores a retardarem a venda da oleaginosa.
Em diversas praças foram registradas novas altas, como reflexo dos ganhos em Chicago e o aumento do dólar norte-americano frente ao real. A moeda norte-americana encerrou o dia tendo registrado uma ligeira alta de 0,14%, vendido a R$ 2,905. No Porto de Paranaguá, compradores mostraram interesse de compra ao redor de R$ 53,50/saca para a soja com entrega imediata.
LEITURA DINÂMICA
- Em outubro, início da safra de verão que está sendo transportada agora, este jornal perguntou à administração do Porto, e outras instituições, sobre medidas para evitar filas. Responderam com evasivas.
- O problema está instalado. Ontem a fila já estava no km 49, da BR-277, acima da Serra do Mar. O motivo, segundo a administração do Porto foram as chuvas do final da semana. Logística sem lógica.
- Greve dos fiscais agropecuários tem exceções, diz o dirigente da categoria: nos frigoríficos e laticínios 30% se mantêm trabalhando, ou seja fazendo inspeação nos produtos de origem animal.
- Ora, se a higienge no Brasil é uma tragédia com todos em atividade, é de se imaginar o que acontece com 70% ausentes. Viva o abate clandestino! Em tempo de gripe aviária e vaca louca, essa greve é indigesta.
DROPS
Empresa eficiente
Na realidade econômica de hoje, empresas rurais ou urbanas, médias ou pequenas, têm que gerar renda. É preciso tirar proveito (no bom sentido) de tudo, desde que sustentável, no caso do campo. A década de 80 foi a da diversificação; agora é a vez da qualidade que faz a diferença. Qualidade e novidade.
Sem ferrão...
As abelhas sem ferrão, conhecidas como abelhas indígenas, são nativas do Brasil, onde existem mais de uma centena de espécies, muitas das quais criadas para a produção de mel. No Paraná, assim como em outros estados, a meliponicultura apesar de ser uma atividade antiga, carece de pesquisa e organização.
Com muito mel
Percebendo a demanda - e considerando tratar-se uma abelha produtiva -, o SENAR-PR está levando a campo um curso cujo objetivo é organizar o setor e melhorar as técnicas de cultivo no Paraná, diz o técnico André Sandim. O trabalho começou com a formação de instrutores, com apoio da Associação Paranaense de Apicultura (APA).
Chance de exportar
Sandim destaca a megadiversidade das espécies e as facilidades de criação dessas abelhas. Mas o fator econômico é o grande atrativo. Apesar das colméias de indígenas produzirem em menor quantidade que as colméias de apis, o produto tem melhor preço no mercado e há ainda a possibilidade de exportação para um mercado muito interessado.
Frasco de ouro
Um frasco de 30 ml de mel de Jataí (abelha indígena) é vendido a R$ 5,00, valor que equivale meio quilo do mel de apis. Outra questão que o curso do SENAR-PR aborda é que a apicultura não se restringe à produção de mel. Essas espécies são agentes polinizadores, com função importante na mata ciliar e nas estufas.
Saiba mais: (41) 322.0401 - [email protected]
Cocamar/concurso
A Cocamar lança hoje, às 19h00, o 1º Concurso Regional de Redução de Perdas na Colheita de Soja, promovido pela Emater-PR e Seab, com o patrocínio da própria cooperativa, empresa Massey Ferguson, Sociedade Rural de Maringá, FAEP/SENAR e Sindicato Rural de Maringá. Concurso envolve lavouras de 14 municípios.
Ganha um trator
A premiação acontecerá no dia 28 de maio, à noite, no Parque de Exposições de Maringá. O ganhador receberá um trator Massey Ferguson, avaliado em R$ 60 mil. Já o segundo colocado ganhará um veículo Gol zero, no valor de R$ 20 mil. Os 35 primeiros colocados receberão outros prêmios. O concurso é referência nacional.
Informações: (44) 262-4181.
Milho/atacado
Preço máximo no atacado, ontem: Cascavel, R$ 17,50. Maringá, R$ 17,00. Ponta Grossa, R$ 17,70. No Porto de Paranaguá, R$ 20,00. Houve aumento de preços em relação à semana passada. A procura ainda foi tímida, mas a indústria nacional deve aumentar suas compras ainda este mês. Os preços recebidos pelos produtores não acusaram alta.





