Modelo do FMI,cartilha de FHC

A política econômica do governo Lula deu mais uma prova que segue à risca a mesma orientação do governo anterior, determinada pelo FMI. Pior: a política econômica conservadora de FHC, talvez, a esta altura, já tivesse tirado a taxa básica dos 16,5%, que o Banco Central de Lula, insiste em manter.
O sisudo Copom, colegiado que, em nome do BC, regula as taxas, conseguiu desagradar a todos: da Central Única dos Trabalhadores (CUT) à Fiesp, passando pela Força Sindical e analistas econômicos mais cautelosos.
Tudo isso para manter metas inflexíveis de controle da inflação.
Não precisa. A demanda agregada (de bens de consumo imediato, durável ou intermediário) que, supostamente, pode criar inflação, está mais do que controlada. Com dsemprego, recessão das piores e uma economia engessada, não haverá consumo, a não ser bolhas localizadas.
As empresas produtivas estão cada vez mais fragilizadas. Enquanto isso, os lucros dos bancos continuam crescentes, como vimos esta semana.
Não bastasse isto, a economia ainda tem que enfrentar solavancos como as especulações do escândalo que toma conta do governo. Análises como a da Agência Folha, ontem, estão apontando que ''a crise política no governo determinou uma sensível piora nos indicadores financeiros''.
De fato, o dólar registrou a maior alta do mês, a quarta seguida (ver indicadores na página 2); a Bovespa fechou em queda de quase 2% e o risco-país já se aproxima de 600 pontos, com a desvalorização dos papéis da dívida do Brasil.
O primeiro impacto foi causado pelas declarações do presidente do Supremo Tribunal Federal, Maurício Corrêa, que sugeriu o afastamento de José Dirceu (Casa Civil) enquanto durarem as investigações envolvendo denúncias de corrupção contra o ex-assessor de Dirceu, Waldomiro Diniz.
Assim, não adianta manter juros altos para controlar artificialmente a inflação e atrair investidores. Eles agora tratam de fugir do risco e da crise que emerge no Planalto.
Pelo andar da crise econômica, quem vai salvar este país, de novo, será o agronegócio, puxado pelos plantadores de grãos e produtore de carne. Exatamente o setor mais castigado pela carga tributária e frequentemente jogado contra a sociedade pela desinformação e atitudes do próprio governo.

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