Cliente trapalhão
A presença da China no mercado da soja, nos últimos meses, teve pelo menos três etapas importantes, que mexeram com os preços no mundo inteiro: no segundo semestre do ano passado, houve forte pressão altista motivada por anúncio de compras que nem sempre se confirmaram. No começo do ano a China suspendeu intenções e ainda ameaçou com retaliações as exportações norte-americanas. E, finalmente nos meses de janeiro e fevereiro, o recuo em duas oportunidades.
Ontem mesmo, os preços futuros da soja na Bolsa de Chicago encerraram o pregão em forte baixa, devido ao fraco desempenho no relatório de exportações do USDA, assim como resultado dos cancelamentos de compras de 108 mil toneladas de soja pela China, que frustraram toda as expectativa do mercado
O contrato com vencimento para março encerrou o pregão cotado a US$ 8,22/bushel (US$ 18,12/sc. de 60 kg). Segundo o USDA, citado pela FNP, os Estados Unidos realizaram vendas líquidas de apenas 146,1 mil t de soja na semana encerrada no dia 5 de fevereiro último (variação semanal negativa de 60,3%), enquanto que os embarques atingiram 574,6 mil t, o que representa uma redução de 28,3% na semana.
Seara - O bom momento vivido pela avicultura brasileira no mercado externo refletiu forte nas receitas da Seara Alimentos, uma das três maiores do setor de aves e suínos do país. As receitas brutas somaram R$ 2 bilhões no ano passado, 15,3% a mais do que em 2002.
As exportações da Seara cresceram 16% em 2003 em volume, mas renderam 29% a mais. A empresa, que conquistou 27 novos países para seus produtos, teve lucro líquido de R$ 86,7 milhões em 2003 e gerou 1.813 empregos. (Vaivém das Commodities/Agência Folha.
Safra menor - Quase todas as empresas de análise de preços estão dando como certa a quebra na safra da soja. Excesso de chuvas e veranico são as causas, respectivamente em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.
Mas números confiáveis, e finais, só serão conhecidos mesmo a partir de meados de março.
Salários/Parmalat - Assim não há empresa que suporte. Os salários dos executivos da Parmalat impressionaram até o juiz. E pesaram na decisão do magistrado, ao determinar intervenção que destituiu a direção.
Entre os motivos alegados para destituir a administração da Parmalat S.A. o juiz da 42 Vara Cível, Carlos Abrão, citou o salário do presidente da empresa, Ricardo Gonçalves, e dos diretores, além do pagamento à consultoria Galeazzi e Associados.
O juiz opina que (AE, ontem) ''Diretor-presidente com remuneração na faixa de R$ 150 mil e os demais diretores em torno de R$ 50 mil... deveriam tomar a iniciativa de baixar seus salários até que normalizassem a sobrevida da sociedade''.
Quanto às empresas de consultoria/auditoria interna (Galeazzi e KPMG), elas
consomem US$ 200 mil mensais.

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