Safra menor

A safra brasileira de soja 2003/2004, cuja colheita já começou em algumas regiões, está estimada em 57,294 milhões de toneladas, 2,9% abaixo da projeção anterior (59,021 milhões de t), mas, ainda assim, 10,1% acima da safra recorde de 52,032 milhões de t da safra 2002/2003.
Os dados são do relatório mensal da empresa de consultoria AgRural, de Curitiba, referente a fevereiro. O relatório, concluído ontem, aponta ainda o aumento de 13,3% na área plantada, que passou de 18,479 milhões de hectares para 20,937 milhões de ha.
Segundo o analista Fernando Muraro Jr., os dados apontam ainda que o maior problema para a queda da produção desta safra ficou por conta da queda na expectativa de rendimento médio, provocada pela sucessão de problemas climáticos em algumas das principais lavouras do país, especialmente nos Estados do Centro-Oeste e na região oeste do Paraná, que neste ano sofreram com o clima.
Queda -- Ontem, a Bolsa de Chicago voltou a acusar os efeitos da gripe. Os contratos futuros da soja na encerraram o pregão em forte queda após a confirmação do segundo caso de Influenza nos Estados Unidos. O contrato para março encerrou o pregão cotado a US$ 8,35/bushel (US$ 18,41/sc).
Ainda assim, a FNP acusou um ganho acumulado de 5,3% desde o início deste mês no contrato com vencimento previsto para março. No mercado interno prevaleceu a lentidão das transações, ''devido à fraca demanda compradora''.
Apesar do baixo volume disponível para a comercialização, a maioria das empresas esmagadoras está ''parada nas compras''. O deságio dos prêmios pressionam as cotações ainda mais para baixo no cenário nacional.
No Mato Grosso, as chuvas prejudicam muito a qualidade do grão colhido, o avanço da colheita e o transporte. Em algumas regiões produtoras o acesso de caminhões está impossível, diminuindo a oferta da safra nova.
Muitos produtores buscam cumprir contratos de venda antecipada, diminuindo o volume disponível. Em Mato Grosso do Sul a escassez de chuvas já implicam em perdas de até 30% na região de Dourados.
No Paraná, o Deral/Seab elevou ontem as áreas avaliadas como ''regulares''. Subiram para 26,0% comparados aos 23,5% na semana anterior, o que representa 1,013 milhão de ha. As áreas avaliadas como ''ruins'' também foram elevadas, mas em percentual menor.
a estimativa da produção de soja no Paraná é de 11,05 milhões de toneladas e a produtividade de 2.837 kg/ha (170,22 sacas de 60 kg).

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