OSWALDO PETRIN
Feijão transgênico
Por causa da seca na época do plantio, em Minas Geais e Bahia, a oferta de feijão no mercado, no período compreendido entre meados de fevereiro e final de maio será menor, comparado ao volume de todos os anos.
Se essa escassez de oferta abrir espaço para importações -- e se o produto iportado vier da Argentina -- o consumidor brasileiro poderá ter à mesa uma novidade: o feijão preto transgênico.
Não deverá ser menos saboroso; nem mais picante. Seu caldo não será, necessariamente, mais denso e o aroma - como todo feijão bem preparado - será agradável. Enfim, será feijão. Uma delícia!
Mas, ironia à parte, será transgênico - para o arrepio dos que travam uma batalha contra a soja geneticamente modificada, cuja ingestão diária está longe de ser comparada ao feijão.
Repúdio -- Dirigentes de 120 sindicatos rurais do Paraná, aprovaram ontem ''moção de repúdio'' à proposta do ouvidor Agrário Nacional e do Secretário de Segurança Pública, que querem que os proprietários cedam suas áreas invadidas aos invasores, em regime de comodato, por um período de três anos.
Invasão - Segundo nota aprovada em Assembléia na sede da Faep, ''a atual realidade fundiária do Paraná mostra que 68 propriedades rurais continuam invadidas pelos militantes do MST, envolvendo cerca de 60 mil ha de terras agricultáveis que há algum tempo deixaram de produzir alimentos, por conta dessas invasões''.
Omissão - Diz ainda: ''A ausência de ações enérgicas por parte das autoridades mantém a situação de completa desobediência às leis, quer por parte dos sem-terras que as afrontam pelo sistemático esbulho possessório, quer por parte do executivo estadual que, mesmo diante de determinações judiciais, toma decisões de somente promover as reintegrações de posse mediante negociação com os invasores, dando a entender que o cumprimento da lei e das determinações da Justiça são itens de um balcão de negócios''.
Soja/alta - Os preços futuros da soja na Bolsa de Chicago encerraram o pregão em forte alta, após rumores sobre possíveis restrições ao uso de ração de origem animal nos Estado Unidos. Segundo a FNP, as cotações futuras apresentaram um ótimo desempenho favorecidos também pelo clima seco na Argentina.
O contrato com vencimento para março encerrou o pregão cotado a US$ 8,475/bushel (US$ 18,68/sc). Veja cotações na pág. 2.
Milho - Até a semana passada, as exportações de milho já somavam 216 mil toneladas bem acima do ano passado. O preço é de US$ 120 por t no porto. (Céleres, de Uberlândia e Agência Folha).





