Excedente de leite

A indústria de derivados de leite precisa de R$ 500 milhões para financiar a estocagem excedente da matéria-prima. Até março serão necessários pelo menos R$ 300 milhões. Mas o governo liberou ontem R$ 200 milhões, conforme informou Ivan Wedekin, secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura. O financiamento virá através de fórmula EGF - Empréstimo do Governo Federal. Apesar de os recursos serem repassados via Banco do Brasil, o agente oficial do governo, apenas 50% do valor terá juros diferenciados de crédito rural, de 8,75% ao ano. Metade terá que pagar juros baseados na Selic, quase a preço de mercado. Segundo Wedekin, está prevista a compra de 1 milhão de t de leite em pó, para enxugar o mercado.
Confepar -- Há excedente em vários Estados. A Cooperativa Central Agroindustrial do Paraná Ltda (Confepar), com sede em Londrina, está com um estoque de 1,3 mil toneladas de leite em pó, o mais alto desde a sua implantação, em 1988.
Com o aumento da oferta e queda no consumo, a estocagem foi a saída encontrada pelos dirigentes para evitar queda ainda maior nos preços ao produtor. Por sorte, a empresa, dois anos atrás vinha fazendo investimentos na ampliação de espaço para estocagem.
Não fosse a formação de estoque e a busca de mercados externos (a trade Serlac, da qual a Confepar faz parte, vendeu 200 toneladas de leite em pó para países da África e, recentemente negociou mais 300 t para a Venezuela), os preços poderiam ter caído ainda mais. Mesmo assim, o preço ao produtor caiu para R$ 0,44/litro - perda média de 3 centavos/litro em dezembro. A média do ano até novembro/dezembro foi de R$ 0,4980/litro.
Empreendedor -- Nesta quinta-feira, dia 22, às 10 horas, no Sindicato Rural de Londrina, será apresentado o Programa Empreendedor Rural, parceria entre Senar/PR, Sebrae e Sindicatos Rurais. O curso da 1 turma, ano passado, resultou na montagem de projetos em cima da realidade de propriedades. (43) 3338-8010.
Farinha -- O preço máximo da saca/60 kg de farinha de mandioca (60 kg) chegou ontem, em Paranavaí, a R$ 64,00 (R$ 60,00 na sexta-feira). A farinha vem batendo a saca de soja (R$ 44,20 preço máximo em Maringá) e a arroba do boi gordo (R$ 61,00, preço máximo em Maringá).
Compare -- Em julho do ano passado, a saca de farinha foi comercializada a R$ 12,00 nos leilões da Conab, via Bolsa. E, no mercado, não chegava a R$ 15,00.
Mandioca -- O preço máximo da raiz chegou ontem a R$ 340,00/tonelada em Paranavaí (R$ 300,00/t na sexta-feira), informou ontem presidente da Associação das Indústrias de Derivados de Mandioca, Demerval Silvestre.
Pecuária -- ''Só não está bom para a pecuária de corte extensiva'' - comenta Silvestre - porque retorna R$ 800,000/alqueire/ano. O pasto arrendado para plantio de cana dá R$ 1.200,00/alq./ano. Sem o capital vaca e a sem mão-de-obra e seus encargos.

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