Cofins exclui intermediário

A lei 10.833, que entra em vigor no dia 1º de fevereiro, que trata da não-cumulatividade do Cofins (Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social), pode provocar uma mudança histórica no processo de comercialização de cereais. Trata-se da exclusão dos intermediários informais.
Com a mudança, ao comprar um lote de feijão do intermediário informal, o atacadista, varejista ou indústria, precisarão da nota fiscal que lhes confere o direito ao crédito presumido sobre 80% do valor do Cofins recolhido na operação anterior (7,6%). Esses segmentos vão optar pela compra junto à cooperativa, por exemplo, porque, sendo isenta, a cooperativa fica desobrigada de emitir a nota, o que não é permitido para o intermediário particular.
A saída do intermediário abre espaço para as cooperativas entrarem no agronegócio Feijão. Na Folha Rural do próximo sábado o analista de mercado da Correpar, Marcelo Eduardo Luders, diz que vê com bons olhos a entrada das cooperativas: elas poderão melhorar o setor, segundo ele. E o técnico Gilson Strechar, da Exacta Assessoria Contábil, de Curitiba, analisa a mudança tributáira e contábil do Cofins.
A exclusão dos comerciantes intermediários encerra uma relação de amor e ódio entre estes agentes do mercado interiorano e os produtores. Eles foram o elo de ligação entre o comércio organizado urbano e a produção desorganizada rural.
Soja/Chicago - O mercado internacional da soja continuou agitado ontem, depois das fortes altas de segunda-feira. Nada de ceder para a realização de lucros.
Desta vez, além da avidez da China e da confirmação da queda da safra norte-americana - fatores de alta no dia anterior -, também o farelo contribuiu: as cotações futuras foram sustentadas pela forte alta no mercado de farelo, impulsionada por rumores de que o governo norte-americano poderia proibir a utilização de algumas proteínas derivadas de animais.
Contudo, os rumores ainda precisam ser confirmados, observaram ontem analistas da FNP.
O contrato para janeiro encerrou o pregão cotado a US$ 8,330/bushel (US$ 18,36/sc).
Soja/dólar - Mercado interno não subiu muito, apesar da alta na Bolsa de Chicago e da pequena valorização do dólar: comercial a R$ 2,805/2,806; paralelo: R$ 2,870/2,970; turismo: R$ 2,750/2,920.
No Oeste do Paraná, houve negócios a R$ 47,00, segundo a FNP. Veja mais no quadro ao lado.
O indicador de preços da soja Esalq ficou em R$ 46,48/saca, queda de 0,51% no dia. Em dólar, o indicador ficou em US$ 16,56/saca, baixa de 1,19%. O indicador é calculado pela Esalq com base nos preços do mercado disponível em cinco praças do Estado do Paraná.

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