Novos números da soja

Quando os números pareciam definitivos e o cenário da soja desenhado, eis que o relatório de ontem do Departamento de Agricultura dos EUA (Usda) acusou nova redução da safra norte-americana do ano passado. A Bolsa de Chicago, lógico, fechou em alta. Para janeiro, US$ 8,1650/bushel (US$ 18,00/sa).
O Usda agora trabalha com uma safra de 65,80 milhões de t. A estimativa anterior, novembro, era de 66,73 milhões de t.
Só para lembrar: em julho do ano passado, a previsão era que a safra norte-americana seria de 78,52 milhões de t. Aí veio a seca de julho e agosto. Houve correção nas previsões e altas no mercado.
A produtividade dá idéia do estrago: caiu de uma média de 42,4 sacas/ha para 37,4 sacas/ha em 2003. Fontes: (Usda, Agência Rural e FNP).
Carne/EUA - É agora ou nunca. Se o Brasil não ampliar suas exportações de carne, ocupando parte do espaço deixado pelos EUA, nunca mais terá oportunidade tão gorda.
É que, ontem, o própio Usda admitiu uma queda 90% nas exportações, por causa da ''vaca louca'', descoberta no mês passado. Subiu para 50 o número de países que suspenderam suas importações dos EUA.
A Argentina pode recuar nas exportações para atender à demanda interna, aquecida pela recuperação da economia. O consumo argentino, hoje, é de 60,9 kg/habitante/ano. Mas dizem que pode voltar ao patamar dos anos 80: 80 kg/per capita.
Corol/Alemanha - A Corol pode exportar produtos dos seus associados para a Alemanha, ocupando nichos de mercado que serão identificados com a ajuda da Câmara de Comércio Brasil-Alemanha. O mercado existe, garantiu ontem, em Rolândia, o vice-presidente da Câmara de Comércio Brasil-Alemanha de São Paulo, Thomas Timm.
Timm se reuniu com o vice-presidente da Corol, Luiz Maurício Violin; com o cônsul honorário da Alemanha, Adrian von Treuenfels, e com os chefes de comercialização e de Difusão de Tecnologia, Airton Liberatti e Humberto N. Duarte, e com o cooperado Klaus Maria Ranke.
Após conhecer a Cooperativa, o vice-presidente da Câmara Brasil-Alemanha manifestou interesse em ''estreitar os contatos'' com a Corol. Novas reuniões serão agendadas.
Timm vê perspectivas para a exportação de produtos orgânicos. No ano passado a venda de alimentos caiu 1% na Alemanha, mas o comércio de produtos orgânicos cresceu 10% no mesmo período, comparou.

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