Ano das cooperativas

A cooperativa Cocamar, de Maringá, fecha o ano com um faturamento de R$ 1 bilhão, 22% sobre o ano passado. Corol comemora faturamento, expansão e avanço da idéia do frigorífico para exportação. Crescimento da Integrada fica acima da média do setor; crescem e as cooperativas do Sul, Oeste e Sudoeste.
Ano bom para o agronegócio, bom também para as cooperativas.
O PIB das cooperativas está em alta. A soma do faturamento bruto de todas elas deve fechar o ano em R$ 14 bilhões, 30% sobre o ano anterior. É um dos melhores resultados alcançados pelo sistema nos últimos anos, segundo o superintendente da Ocepar, Nelson Costa (Na Folha Rural deste sábado.
O crescimento da riqueza das cooperativas deve ser creditado a dois fatores. Em primeiro lugar às condições favoráveis para a agricultura de exportação. Em segundo, pela própria expansão das agroindústrias das cooperativas, alvo de grandes investimentos nos últimos anos.
Cocamar/varejo -- Para Luiz Lourenço, presidente da Cocamar, 2003 marcou uma arrancada no mercado de produtos de varejo distribuídos no Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e São Paulo. O número de itens destinados às gôndolas triplicou com o lançamento dos sucos de frutas, bebidas à base de soja, maioneses, atomatados e molhos. Esse setor responde por 20% do faturamento da cooperativa.
Disputa na Rural -- Os números das cooperativas estão na Folha Rural, amanhã, que também publica entrevista com o candidato à presidente da Sociedade Rural do Paraná, Ricardo Strenger. Eleições devem esquentar clima na SRP este ano.
PIB -- Mas as cooperativas vão bem porque o agronegócio vai bem. Este ano, o Produto Interno Bruto - volume de toda a renda do setor - será de R$ 458,8 bilhões. Foi o melhor desempenho em dez anos. No ano passado, o PIB do setor foi de R$ 424,3 bilhões.
- Detalhe: o agronegócio vai bem. Não quer dizer, necessariamente, que o seu principal agentes, o produtor, vá bem. Aliás, este ano também a ponta produtora se deu bom. Mas a recíproca, em geral, não é verdadeira. E pelo clima de euforia criado pelos números, os preços dos fatores de produção sobem muito. Ficando o produtdor com o mico da conta.
Muda de mão -- Essa situação - agricultura forte agricultor descapitalizado - nos remete para o que dissera o fazendeiro norte-americano, Sever Peterson. Segundo ele, safras abundantes estimulam reajuste de preços de insumos. O dinheiro da safra muda de mão e vai para as multinacionais.

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