Em ritmo de Natal
O mercado da soja - e não só ele, outras commodities agrícolas também - já está em ritmo lento, de fim de ano. As indústrias compram o necessário e os embarques no porto também diminuíram muito. O quadro é mais nítido para o milho (pág.2).
No caso da soja, para precipitar a chegada desse recesso - que normalmente só ocorre após o dia 20 -, a Bolsa de Chicago fechou em baixa acentuada nesta quinta-feira, com pouca chance de se recuperar hoje, último pregão da semana.
O Brasil fecha o ano com números expressivos nas exportações de grãos e de carne. Enquanto os números da produção, ano que vem, apontam para novo crescimento. A última estimativa da Conab prevê uma safra brasileira - se tudo correr bem - de 58,76 milhões de toneladas, 12,8% acima da safra 2002/2003, que acaba de ser comercializada (52 milhões de t).
A área plantada encosta nos 21 milhões de ha, 13,3% de crescimento em relação à safra anterior (18,5 milhões de ha).
Mas, esses dados já não são novidade. O que importa, agora, é saber se o mercado vai manter a mesma performance deste ano. Certamente, não. E não será ''apenas'' porque seca nos EUA não ocorre em todos os anos. Mas porque o mercado pode sofrer seu natural refluxo. A sequência de alta nos últimos 10 meses, pelo menos, tirou a chance de grandes saltos, mesmo no terreno da especulação.
Ano que vem ainda haverá chão para manter preços aquecidos. Mas se houver pelo menos mais duas safras ''cheias'' nos EUA e América Latina, a situação se complica de vez e, em 2005, o mercado pode voltar ao seu velho paradeiro de US$ 5,5/bushel.
Soja neste preço, nem com o câmbio a a R$ 3,00/US$ 1,00 é compensador - para quem vendeu soja com os preços internecionais nas altura dos US$ 8/bushel.
O fim da farra da soja também vai ser um choque.
Soja/no/Paraná - O indicador de preços da soja Esalq ficou em R$ 46,85/saca, baixa de 0,19%. Em dólar, o indicador ficou em US$ 15,95/saca, estável. O indicador é calculado pela Esalq com base nos preços do mercado disponível em cinco praças do Estado do Paraná.
Maçã - O melhoramento genético tem um presente de Natal para a região: a maçã Eva, recomendada pelo Iapar, dá frutos maravilhosos que não devem fazer feio no mercado pois são saborosos. É isso mesmo, maçã de clima quente para provar e se deliciar.
Em Curitiba e toda região Sul, o presente é com a ameixa Irati, precoce e saborosa. Assunto está na Folha Rural deste sábado, com direito à entrevista do fazendeiro norte-americano Sever Peterson.

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