ABCA chega para brigar

Foi fundada ontem, em Londrina, a Associação Brasileira de Café Arábica (ABCA), que terá sede em Brasília e ação em todos os Estados produtores de café arábica.
Ousada, a ABCA quer mudar vícios e distorções na comercialização. ''A finalidade é defender os produtores de café arábica fazendo com que as indústrias respeitem a qualidade do nosso produto e que o consumidor se informe das características do café'' - declara o produtor e médico Ricardo Strenger, eleito presidente.
É alertado por companheiros que vai enfrentar ''embates difíceis''. E que está comprando uma enorme briga.
Na diretoria e nos conselhos, há produtores e técnicos. Muitos são de outros Estados, entre eles o reitor da Universidade Federal de Lavras, Antônio Nazareno Mendes. Há também paulistas, capixabas e paranaenses. Muitos não compareceram mas não vêem a hora de começar a agir para mudar o mercado.
Entre quatro grandes prioridades da ABCA, Strenger inclui a luta por uma lei que normatize a qualidade do grão cru e uma lei federal para a rotulação do café. O rótulo vai informar o consumidor sobre o que há na embalagem, o que ele está bebendo.
Dizem que as indústrias têm pavor dessa legislação. Ela moraliza o mercado. No Paraná a lei já foi aprovada. Segundo Strenger a lei estadual está sendo contestada pela indústria.
Amanhã, neste espaço, e sábado na Folha Rural: o preço dos insumos para o café e a pressão por contratos de opção que pode dar um fôlego.
Agrinho - No encerramento do Programa Agrinho 2003, ontem, em Curitiba, vários municípios apresentaram exemplos de mudanças (com relação à cidadania, saúde, meio ambiente, trabalho e consumo). Em Campo Magro (Região Metropolitana de Curitiba), a diretora de uma escola comemorou:
''Graças ao Agrinho foi aprovada uma lei pela qual todas as crianças, ao ingressarem no ensino fundamental, devem passar por exames médicos para depois serem acompanhadas e cuidadas''.
Agrinho 2 - O Agrinho é um programa do Senar-PR e Faep, em parceria com várias instituições oficiais e privadas. Orienta, conscientiza e estimula o exercício da cidadania. Está presente em todo os municípios do Paraná. Através da criança os adultos mudam de atitude, relação ao ambiente e outros fatores que têm a ver com a qualidade de vida.
O Agrinho está servindo de modelo para outros países. E em alguns Estados brasileiros o programa leva o mesmo nome.

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