OSWALDO PETRIN
''Não tem jeito de errar''
Aos 40 anos, 6,5 mil associados, faturamento de R$ 600 milhões, atuando em mais de 30 municípios, a Corol está mudando o perfil da agricultura com os chamados projetos integrados. Os dois projetos já consolidados, o da agroindústria de sucos e o do álcool e açúcar, deixaram o produtor bem capirtalizado este ano, como antecipam números ainda não fechados.
A uva industrial é algo novo para a região e vai complementar as atividades da indústria de sucos, que já encoraja projetos de abacaxi e maracujá.
O projeto carne está sendo discutido à exaustão, para competir com o Primeiro Mundo. Não vai vender boi; vai vender cortes de carne; e não vai começar com menos de 1.000 cabeças para o abate/dia, em 2005.
Produzir alimentos no Brasil é enfrentar carga tributária, concorrente subsidiado e política agrícola no mínimo equivocada. Mas o presidente da Corol, Eliseu de Paula, não reclama. Costuma dizer que ''Não tem como errar...desde que se faça com planejamento e com os pés no chão''.
Eliseu também garante que o PIB agrícola nas áreas de atuação da cooperativa é maior. E dá alguns exemplos: não é por caso - cita - que ainda há soja a ser comercializada no Paraná, especialmente no Norte, enquanto em todos os Estados a soja já foi totalmente vendida.
A coopeativa ''não está para ganhar lucro'', tem que ser prestadora de serviços e crescer com o associado -conceitua Eliseu. Tem que agregar valores à produção agropecuária. (Folha Rural do próximo sábado).
Soja - Os preços futuros da soja na Bolsa de Chicago encerraram o pregão de ontem em leve queda, corrigindo parte dos fortes ganhos do pregão de quarta-feira. As cotações do grão estiveram em alta durante a maior parte do pregão, mas fecharam em queda, acompanhando as perdas ocorridas no mercado de trigo, durante um dia de muita cautela. O contrato para janeiro próximo fechou negociado a US$ 5,5825/bushel (US$ 12,31/sc de 60kg).
No mercado interno brasileiro as negociações retornaram ao ritmo lento. Poucos negócios foram efetivamente realizados no mercado e os preços do grão variam de acordo com as oscilações do dólar, analisa a FNP.
Ocorreram correções para baixo, informou a FNP, quando o dólar comercial apresentou forte redução, fechando cotado a R$ 3,7150, um recuo de 2,62%.
A soja disponível na região de Ponta Grossa, que chegou a ser negociada a R$ 50/sc, apresentou-se estável, cotada a R$ 47/sc no penúltimo dia do mês.





