ISO para Cocamar

Produtos paraenses feitos pela Cocamar, de Maringá, recebem hoje, de uma só vez, dois certificados internacionais de qualidade. A ISO 9001:2000 abrange os setores de refino de óleos vegetais, envase de óleos vegetais e álcool, torrefação de café e comercialização de produtos de varejo, produção e comercialização de fios de seda.
O outro certificado é o programa de segurança alimentar que passa a oferecer uma garantia aos importadores de farelo de soja e óleo degomado de soja que esses produtos estão livres de contaminação. A tecnologia empregada para adequar a estrutura do parque industrial viabiliza, inclusive, o processo de rastreabilidade e prevê a segregação de produtos fora dos padrões, como medida de segurança.
Conforme o presidente da Cocamar, Luiz Lourenço, a ISO coloca a cooperativa no seleto grupo das empresas que submeteram-se a um rigoroso processo de ajustes para adequar-se às normas de qualidade. ''Quem compra um produto Cocamar, passa a situá-lo dentro de uma referência de qualidade reconhecida em todo o mundo'', destacou.
Da mesma forma, o APPCC representa para a indústria a adoção de uma moderna tecnologia de produção e atende às exigências dos importadores. Tradicionais países compradores de farelo, como Holanda, Bélgica e Alemanha, onde esse produto é usado principalmente na alimentação animal, passaram a exigir a certificação PDV (Product Board Animal Feed) dos fornecedores, conforme norma vigente na União Européia,
A Cocamar deve fechar o ano com um faturamento bruto de R$ 1 bilhão, um crescimento de 25% sobre o faturamento do ano passado (R$ 745 milhões).
Crédito/trigo - O Banco do Brasil libera a partir de hoje, 23, R$ 200 milhões para financiamento da estocagem de trigo. Os recursos vão apoiar os produtores na comercialização do produto, em fase de colheita. A intenção do governo é retirar do mercado parte da safra para que haja uma melhor distribuição na oferta do cereal, visando evitar pressões baixistas sobre seus preços.
Soja/recorde - Forte alta na Bolsa de Chicago, ontem. Contrato/novembro bateu US$ 7,52/bushel (US$ 16,54/saca). Paranaguá: R$ 47,50/saca. No mercado interno uma novidade, apontada pelo analista Seneri Paludo, da Agência Rural: os preços no interior estão encostando ou ultrapassando os do Porto. Motivo: câmbio baixo, para embarques, e pouca soja disponível, que começa a ser disputada pelas indústrias locais.
Café - A Conab encerrou ontem o pagamento dos contratos de opção de café. No total, foram efetivadas opções de 289.621 sacas de arábica, com dispêndio para o governo de R$ 55,9 milhões. A Conab pagou R$ 190 por saca.
O maior exercício ocorreu em Minas Gerais (179.068 sacas), no Paraná (45.009), em SP (35.144), na Bahia (28.400) e no Espírito Santo (1.000 sacas).

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