-O governo está conseguindo conduzir até o fim, na sua forma original, sem alteração, o projeto de criação do Sistema Financeiro Imobiliário (SFI). Dentro dos objetivos propostos, o sistema de crédito pode alavancar a indústria e o mercado da construção civil. A proposta tem dois componentes sociais marcantes. De um lado, aciona a fonte mais rápida para gerar empregos - a construção civil - por outro lado, dependendo da linha a ser imprimida, passa a avançar, com mais efetividade, em direção à redução do gigantesco déficit habitacional.
-O plano de estabilidade econômica está devendo a criação de empregos à sociedade, para usar uma linguagem bem direta. Ao proporcionar a geração e circulação de recursos - através da carteira do SFI - estará promovendo ações de governo para o desenvolvimento. Este é o lado político perfeitamente defensável do SFI. Cria a vertente social mais importante do Plano Real e resgata politicamente o plano, que vem de um desgaste acentuado.
-O lado mais técnico é que, com a aprovação do SFI - prevista para quinta-feira - está criada uma lei que permite estender aos imóveis o contrato de alienação fiduciária, já existente na compra financiada de outros bens, como a de automóveis, via consórcio. O projeto estabelece também condições legais para o surgimento de um mercado secundário de títulos imobiliários. Pelo instrumento da alienação fiduciária, o credor poderá retomar o imóvel financiado em poucos dias, caso as prestações não sejam pagas. Esse procedimento é mais ágil porque a transferência definitiva da propriedade ao comprador só é efetuada após a quitação completa da dívida.
-Na esteira do SFI ficam criados quatro instrumentos jurídicos básicos: a companhia securitizadora imobiliária, o Certificado de Recebíveis Imobiliários (CRI), o contrato de alienação fiduciária e o regime fiduciário. O SFI poderá ser operacionalizado pelas caixas econômicas, bancos comerciais, bancos com carteira de crédito imobiliário e associações de poupança e empréstimo, que vão financiar a aquisição dos imóveis.
-A companhia securitizadora imobiliária, organizada sob a forma de sociedade por ações, vai adquirir os créditos junto às empresas que fizerem os empréstimos para a compra e construção dos imóveis. De posse desses créditos, a companhia vai securitizá-los, transformando-os nos chamados Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI) - títulos padronizados, com o nome do devedor e o valor do crédito - que serão negociados no mercado secundário, com remuneração de juros fixos ou flutuantes. Os CRI servirão de lastro para a captação de recursos junto a investidores do mercado interno e externo. Preços
Os preços pagos aos produtores permaneceram praticamente estáveis nos últimos 30 dias até 15 deste mês. Instituto de Economia Agrícola de SP acusa redução de 0,06%.
Preços 2
A pesquisa mostrou que as maiores variações foram para os olerícolas (+10%), seguidos de grãos (+6%). Dois itens caíram: frutas (2,2%) e produtos animais (4,9%). Demais, sem alteração.
Alimentos
Os alimentos básicos voltaram a pressionar a taxa de inflação em São Paulo,
segundo cálculos da Fipe. A alta nos últimos 30 dias foi de 0,16%, contra 0,01% antes. (Fonte ‘‘Agência Folha’’).
Elaborados
Maiores altas são dos semi-elaborados, que estão 0,89% mais caros. A
alta se deve à puxada de preços do arroz, que está mais caro no campo, e da arroba de boi, que também aumentou nas últimas semanas.
IGP-M prévia
A segunda prévia de outubro do IGP-M atacado registrou alta de 0,29%, inferior de setembro (0,39%). O Índice de Preços por Atacado (60% do indicador), caiu de 0,63% para 0,35%.

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