Fôlego para o comércio
A redução dos juros básicos em 2,5 pontos percentuais (taxa Selic fica em 22% ao ano), ontem, pelo Comitê de Política Monetária, não exclui o País da dianteira entre as economias que mais castigam seu setor produtivo com uma política monetária perversa. Taxas mais altas existem em países como a Turquia, por exemplo, mas a realidade é outra.
Não se pode negar, contudo, que o Copom, ousou - para quem vinha timidamente mantendo os juros altos a fim de controlar outros índices, entre eles os aferidores de inflação.
A estabilidade compulsória persiste, embora a redução dos juros básicos deva transparecer no financiamento ao consumidor com queda de 5% anualizados. Para os mais otimista. O cenário ainda não permite que o comércio resolva a prescindir dos juros de risco embutidos no crediário.
A reação em cadeia tende a ser positiva e as redes de varejo já devem repensar sua disposição de retardar os pedidos para o fim do ano. Esses sinais, porém, estão longe de representar aquecimento da economia. A demanda agregada de bens ainda leva uns três meses para se recompor.
Soja/alta -- A Bolsa de Chicago fechou em alta para os contratos futuros. A causa foi o clima seco no Meio-Oeste que prejudica a safra americana em floração. As boas contações do mercado internacional, porém, não chegaram a refletir no mercado interno porque o dólar fechou abaixo dos R$ 3,00/US$ 1,00.
Alguns analistas acham que o produtor deve aproveitar a primeira oportunidade de alta para vender porque as chances, este ano, de o preço passar do patamar atual são remotas.
O indicador de preços da soja Esalq, calculado pela Esalq com base nos preços do mercado disponível em cinco praças do Estado do Paraná, ficou em R$ 37,50/saca, alta de 1,96% no dia. Em dólar, o indicador ficou em US$ 12,52/saca, ganho de 1,71%.
Esta semana surgiram os primeiros negócios da safra nova. Ontem no Oeste do Estado, houve fechamento a US$ 11,00/saca para entrega em abril. No Porto de Paranaguá, US$ 12,20 para embarque até 15 de maio e a US$ 12,00 para final de abril.

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