OSWALDO PETRIN
Difícil reação
Tudo bem que o segundo semestre, historicamente, reserva um mercado fraco para a soja. Mas a lentidão este ano, além de começar mais cedo, não quer ceder. Culpa, em parte, é do câmbio.
Ontem foi mais um dia desses. Os preços futuros da soja na Bolsa de Chicago encerraram o pregão em alta que, porém, não repercutiu no mercado interno. As cotações futuras encontraram suporte nas informações de que a China teria comprado soja em grão dos EUA, com a promessa de fazer novos contratos no mês de agosto.
Contrapondo esta informação o Usda divulgou ontem que as condições climáticas são excelentes para a safra norte-americana, principalmente na estado de Illinoi, principal produtor.
Contratos com vencimento para agosto encerraram o pregão de ontem cotado a US$ 5,6175/bushel, ou US$ 12,38/saca. No mercado interno poucos negócios, com o patamar do Porto de Paranaguá não passando de R$ 35,50/saca.
Média/Paraná - O indicador de preços da soja BM&F/Esalq, calculado pela Esalq com base nos preços do mercado disponível em cinco praças do Paraná, ficou em R$ 34,77/saca. Em dólar, US$ 12,06/saca (+0,42%).
Sinapro - O destino do Sinapro, o sindicato fantasma, começou a ser decidido ontem na fronteira gaúcha, extremo Sul. ''Agora ele não morde mais'', segundo o presidente de um sindicato rural do Paraná, que comemorou a decisão da Justiça Federal de bloquear recursos arrecadados pelo Sinapro.
O Sinapro vinha sendo denunciado pela Federação da Agricultura do Paraná que o acusa de prática de estelionato cujas vítimas são os agricultores.
Sinapro 2 - Sobre a decisão de ontem: o juiz federal de Uruguaiana, Adérito M. Nogueira Júnior, determinou ''com urgência'' o sequestro e bloqueio dos recursos arrecadados pela entidade que se proclama como Sindicato Nacional dos Produtores Rurais (Sinapro). O sindicato tentava aplicar golpe enviando boletos de cobrança bancária a agricultores do Paraná e da Bahia.
A medida (bloqueio do dinheiro da conta do Sinapro no Banco do Brasil) foi solicitada pelo Ministério Público Federal. (notícia está na página 8 do 1º Caderno).
Boi gordo - O preço da arroba não conseguiu, ontem, os R$ 56,00 da semana, em Maringá. Porém, aumentou, nesta terça-feira, o número de praças que pagam R$ 55,00/arroba.
Confusão - A confusão que se instalou no mercado devido às normas de rastreabilidade continuou reduzindo o número de negócios, informou ontem o analista da FNP, José Vicente Ferraz.
Estranho - Frigoríficos exportadores adotaram a estranha política de só comprarem bois rastreados quando se sabe que esta exigência exclui a UE para onde vai grande parte da carne.





