OSWALDO PETRIN
Antibióticos no boi
O mercado, cada vez mais cioso do seu direito à qualidade, pede uma carne produzida de forma ''ecologicamente correta'', o que cai como uma luva para as pretensões brasileiras em busca da hegemonia no mercado internacional. Mas, a polêmica em torno do uso de antibióticos na União Européia tem causado distorções e interpretações bem divergêntes.
Dias atrás, surgiram fatos novos com a decisão do Parlamento Europeu que aprovou a decisão do Conselho da Comissão Européia para interromper o uso de antibióticos promotores de crescimento na União Européia em 2006.
E, ontem, o Sindam, Sindicato que representa as indústrias de produtos veteriários divulgou nota em que afirma que a proibição de uso de promotoras de crescimento não significa o total banimento do emprego destas substâncias na produção animal. Vários desses produtos têm registros para outras indicações e deverão continuar no mercado, sendo empregados em rações medicadas, por exemplo, ou com fins terapêuticos.
O esclarecimento - melhor dizendo, a versão - é do técnico Sebastião Costa Guedes, consultor do Sindan e diretor da International Federation for Animal Health (IFAH) para as Américas do Sul e Central. Guedes acrescenta que estudos científicos de profundo alcance demonstram que quatro destas moléculas (monensina sódica, salinomicina sódica, flavofosfolipol e avilamicina) não apresentam risco à saúde pública e, portanto, poderão continuar sendo empregadas com segurança no futuro.
A posição da UE sobre a restrição do uso de antibióticos como promotores de crescimento - dispara o técnico do Sindam - baseia-se mais em interesses econômicos ou preocupações político-sociais do que na ciência, já que diversos estudos mostram que não há correlação importante entre o uso de antibióticos em animais e o aumento da resistência microbiana às drogas em seres humanos.
Soja/queda - Forte queda na Bolsa de Chicago, ontem, afetou o preço interno da soja, também prejudicada pelo câmbio (comercial R$ 2,852/2,857 e turismo, R$ 2,800/2,910).
Soja/Porto - As indicações de compra no Porto de Paranaguá caíram de R$ 38,50 para R$ 37,50/saca no final da tarde.
Indicador - O indicador de preços da soja Esalq ficou em R$ 36,36/saca, baixa de 1,92% no dia. Em dólar, o indicador ficou em US$ 12,73/saca, queda de 1,70%. O indicador é calculado pela Esalq com base nos preços do mercado disponível em cinco praças do Estado do Paraná.





