OSWALDO PETRIN
Câmbio neutraliza
alta da Bolsa
A nova queda do dólar, ontem, derrubou o preço da soja no mercado interno, apesar do fechamento em alta na Bolsa de Chicago, onde contratos com vencimento em agosto terminaram cotados a US$ 6,1925/bushel (US$ 13,65/sc de 60 kg). Negócios no Porto de Paranaguá que na segunda-feira chegaram a R$ 40,00, ontem voltaram aos níveis baixos de R$ 38,80. No mercado físico, R$ 35,50/36,00 (veja na página 2).
O recuo do dólar, ontem (comercial, R$ 2,814/2,818; paralelo, R$ 2,850/2,940; turismo, R$ 2,790/2,920) não foi percentualmente dos maiores (0,70%), mas a moeda norte-americana chegou ao seu nível mais baixo desde julho do ano passado.
A queda do dólar foi creditada pelo mercado - entre outros fatores -, à operações bem-sucedidas na captação de recursos no exterior por parte de empresas e bancos.
Transgênicos -- O National Center for Food and Agricultural Policy (NCFAP), órgão de pesquisas norte-americano, divulgou um relatório sobre os ''benefícios'' do uso da biotecnologia na agricultura européia e seus reflexos na economia. A Europa - diz - pode lucrar 1 bilhão de euros com transgênicos. O estudo mostra que o plantio de organismos geneticamente modificados (OGMs) leva à diminuição dos gastos com pesticidas e um maior rendimento das safras. Notícia está no site site: www.ncfap.org ewww.ncfap.org/Europe.htm.
Rótulo -- A rotulagem e certificação dos produtos geneticamente modificados passa a ser obrigatória na União Européia (UE). Agora cada segmento interpreta a decisão do Parlamento Europeu segundo os seus interesses. Entre os defensores dos OGMs a medida foi interpretada como um movimento para acabar com a proibição de transgênicos na União Européia.
Já os que são contra a liberação dos transgênicos dizem que a medida, na prática, vai fazer com que a UE permaneça fechada aos OGMs, já que os consumidores escolheriam os produtos convencionais.
Invasão -- Em nota distribuída pela assessoria de imprensa, o Conselho Superior de Agricultura e Pecuária do Brasil (Rural Brasil), tornou pública ontem sua posição diante das invasões de terra ''por integrantes de grupos descomprometidos com a legalidade''.
Invasão 2 -- A nota diz que a ofensiva de radicalização desses grupos está colocando em cheque a política de conciliação nacional defendida pelo Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva.
Invasão 3 -- A posição da Rural Brasi é assinada pelas seguintes entidades: Associação Brasileira dos Criadores (ABC), Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ), Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Conselho Nacional do Café (CNC), Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), Sociedade Rural Brasileira (SRB) e União Brasileira de Avicultura (UBA).





