Sem vez e sem viés



O setor produtivo tem que engolir a seco (ou seja, sem, pelo menos, o disfarce do viés de baixa) a manutenção da taxa de juros básicos no elevado patamar de 26,5% ao ano. Pelo menos até a próxima reunião do Conselho de Política Monetária (Copom), daqui a um mês.

Sem o viés, significa que, antes da próxima reunião a taxa é ''imexível'', no pior sentido da palavra.

O ambiente econômico comportava uma redução de pelo menos um ponto percentual.

A manutenção dos juros em patamar defensivo e conservador, sugere que a economia brasileira não transmite, por enquanto, aquela estabilidade que os agentes econômicos lhe vinham conferindo nos últimos dias. A estabilidade, portanto, não está com essa bola toda.

O monetarismo é instrumento de controle da inflação. Mesmo que no curto prazo os sinais são de deflação para alguns setores.

O País não tem consumo e, mesmo assim, o governo continua com medo de um eventual aumento da demanda agregada de bens, aquele fenômeno que leva uma economia de baixa produção (e, portanto, de baixo estoque) a ter que elevar preços toda vez que a oferta não atende à procura.

Burrice. A única demanda que pode ser aquecida, que é flexível, é a de bens de consumo imediato que, no caso do Brasil, não passada dos itens da cesta básica. Ainda assim, na virada do mês quando a população (que tem emprego) consegue melhorar seu cardápio. Estão nivelando por baixo.

Geada -- A temperatura cai neste final de semana. E se acentua na madrugada de domingo para segunda-feira. Está prevista temperatura entre um e zero grau em Guarapuava, Ponta Grossa e Curitiba. Cai no Oeste, com mínima de 3 graus em Cascavel, Francisco Beltrão e Pato Branco.

Com certeza, vai prejudicar o milho safrinha que estiver em fase vulnerável.

Em Maringá e Londrina, a temperatura deve ficar em torno de 5 graus. Em Apucarana um pouco menos, com ventos que aumentam a sensação térmica.

Temperatura de 5 graus não implica em formação de geada. Portanto, as lavouras cafeeiras ficam fora. Pelo menos com os dados que se tem até agora. A massa polar enfraqueceu.

Sobre a previsão de queda de temperatura, o técnico Márcio Custódio, da Somar Meteorologia, faz observação em relação a junho.

Frio/junho -- ''Os modelos estendidos indicam que o frio continua, porém com menor intensidade ao longo da próxima semana. No fim do mês e nos primeiros dias de Junho, mais duas ondas de frio chegam ao Brasil, mas até o momento nenhuma delas traz risco ao cinturão produtor de café''.

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