E a taxa de juros?

  A queda do dólar em 2,64% (comercial, R$ 2,940/2,942; paralelo, R$ 2,980/3,050; turismo, R$ 2,950/3,050) congelou, de novo, ontem, o mercado da soja no interior do Paraná - que também teve as temperaturas mais baixas deste ano, prenunciando um inverno possivelmente mais rigoroso. A Bolsa de Chicago valorizou os contratos futuros mas os preços do mercado físico no Brasil permaneceram indiferente, focados apenas no câmbio.
  Mas o que o mercado acionário espera mesmo é a redução dos juros básicos, na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom). Por conta disso, o índice Bovespa promete sucessivas altas. O raciocínio, para queda dos juros é lógico: o câmbio - há tanto tempo estável - está acenando que a economia está sob controle da política do governo.
  E ontem mais um índice aliado da estabilidade: a desaceleração da inflação.
Medida pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, a inflação em abril ficou em 0,57% em São Paulo, a menor taxa desde junho de 2002. A taxa mede a inflação de São Paulo mas os técnicos costumam dizer que essa taxa geralmente é representativa da maioria das regiões.
Café/crédito — O governo vai destinar cerca de R$ 600 milhões para o programa de retenção (através dos contratos de opções de compra) do café safra 2003/2004. A medida será anunciada oficialmente na próxima semana, após reunião do Conselho Monetário Nacional. Este valor seria suficientes para escoar três milhões de sacas.
Agora é certo — O mercado recebeu bem a informação que era esperada há mais mês. Embora o ministro da Fazenda, Antônio Palocci, não tenha adiantado as regras, nem a data - representantes dos produtores disseram que ‘‘agora é para valer pois foi o ministro da Fazenda quem prometeu’’.
Preço/garantia — O mercado está em dúvida quanto os valores das cotações. Ou seja quanto o governo vai pagar pelo café padrão (tipo 6 para melhor). O ministro disse que o ‘‘valor de exercício das opções’’ está em estudo no Ministério da Agricultura.
  A proposta do Ministério da Agricultura é de R$ 205 a saca para o café tipo arábico. Esse valor desagrada produtores, que pediram ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em encontro ocorrido em Vitória, em abril, R$ 220 por saca.
Frango/Maringá — A Prefeitura de Maringá promove amanhã, sexta, um curso sobre criação de frango caipira. De acordo com Lúcio César Kavata, da gerência de produção animal da Secretaria Municipal de Agricultura, há mercado para produção em escala, do frango caipira. Nova fonte de renda para a região. Inscrições (44) 221-1234.

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