OSWALDO PETRIN
Difícil recuperação
Quem apostou que a soja pudesse reagir após o feriadão, errou. Tudo aconteceu conforme o previsto. O câmbio baixo (comercial, ontem, a R$ 3,039/3,044 e paralelo a R$ 3.150/3.200) neutralizou qualquer indicador altista da Bolsa de Chicago, que por sinal, recuou -embora ainda sustentando um preço referencial convidativo. O contrato com vencimento para maio encerrou o pregão cotado a US$ 6,10/bushel (US$ 13,45/sc de 60 kg).
Este preço internacional, se mantida a paridade - como vinha ocorrendo antes da queda do dólar - puxaria pelo menos mais R$ 5,00 por saca no mercado interno. Esta aliás é a perda de preços nos últimos 30 dias.
Não será fácil para o mercado brasileiro voltar aos patamares de fevereiro e março. Não se o dólar continuar encostado nos R$ 3,00, pelo menos.
O quadro internacional ontem não sinalizava com preços melhores, pelo menos esta semana, na interpretação da FNP: Os preços futuros da soja na Chicago Board of Trade (CBOT) encerraram o pregão em queda, devolvendo parte dos ganhos registrados na semana anterior.
As cotações futuras foram pressionadas por vendas técnicas, depois das fortes altas registradas na última semana, um movimento natural de realização de lucros. O mercado segue carente de novos fundamentos, principalmente em relação à área de soja que será plantada na próxima safra norte-americana.
No mercado interno brasileiro, os preços da soja apresentaram-se de maneira geral estabilizados, porém foram registradas ligeiras altas em algumas praças do país, pressionadas pelo forte ganho registrado na CBOT durante a última semana.
Na região de Cascavel, segundo a Granoeste, a saca de soja foi negociada no mercado disponível a R$ 36,00, mesmo nível da sexta-feira.
No Porto -- No porto de Paranaguá, compradores apresentavam interesse ao redor de R$ 39,30/saca para a soja com entrega imediata. O prêmio referente à maio próximo situava-se a 15 abaixo de Chicago.
Em Rondonópolis, a saca de soja no mercado disponível é indicada a R$32,70/saca, também inalterado em relação à semana anterior. Nesta semana, condições climáticas favoráveis devem permitir um bom progresso da atividade de colheita na maior parte do país.
Argentina -- Segundo informações da Bolsa de Cereales, de Buenos Aires, do total da área plantada na Argentina, estimada em 12,8 milhões de hectares na safra 2002/03, cerca de 52,2% já se encontram colhidas, o que representa cerca de 6.645.910 hectares, ante 35,1% informado na semana anterior.
A área plantada estimada, porém perdida, é de 79.000 hectares, o que nos leva a uma área possível de ser colhida de 12.721 mil ha.





