Acima de US$ 6/bushel
  Três anos atrás, antes da soja entrar em nova fase de euforia, traders afirmavam que ‘‘um bom preço referencial para o produtor brasileiro’’ seria quando os contratos futuros de Bolsa de Chicago trabalhassem com algo em torno de US$ 5,00/bushel.
  Pois bem, há vários anos, em novo boom, o produto, na Chicago Board of Trade vem sendo cotado acima de US$ 5,50, acima de US$ 10,50/saca no mercado interno, nas médias, mas com máximas frequentemente maiores.
  Mas, ontem, os contratos de março romperam a barreira dos 6 dólares por bushel (US$ 6,04/bushel). Ou US$ 13,31/saca.
  Foi o melhor fechamento desde julho de 1998. Naquela época - como lembra Antônio Motter, da Granoeste Corretora de Cereais, de Cascavel, o mercado viveu cerca de três anos - desde meados de 1995 até 98 - com cotações acima de US$ 6,00/bushel. Chegou, em certo pregão, a US$ 8/bushel.
  Motivo da alta de ontem: forte demanda decorrente de baixos estoques norte-americanos anunciados no relatório do Usda, na véspera.
Algodão/Umuarama — Hoje, às 14 horas, em Umuarama (Colégio Agrícola) dia de campo sobre novas variedades de algodão, manejo integrado de pragas, plantio direto e Escala de Desenvolvimento do Algodoeiro. O pesquisador Wilson Paes de Almeida, do Iapar, convidou técnicos e agricultores para o evento, uma boa oportunidade para discutir o futuro da cultura, que é importante para a região.
Algodão 2 — A Escala de Desenvolvimento do Algodoeiro é uma ferramenta para o agricultor racionalizar o uso de agrotóxicos e economizar. Essa tecnologia - desenvolvida pelos pesquisadores Celso Jamil Marur e Onaur Ruano - está sendo adotada em no Centro-Oeste e em outros países.
Corol — A Agência Folha (Vaivém das Commodities) informou ontem que a Cooperativa Agropecuária de Rolândia Ltda. (Corol) arrematou nesta quarta-feira a unidade de recebimento de grãos da antiga Coprocafé, localizada em Sertaneja, pólo de produção de soja, milho e trigo. O valor pago, incluídas as taxas do leilão, deve somar R$ 800 mil.
Corol 2 - A Corol está terminando a construção de novas unidades recebedoras em Santa Cecília do Pavão e Londrina. A capacidade de recebimento da cooperativa aumentará em 30%.
Corol 3 — Duas novas unidades, em Uraí e Bandeirantes, já foram aprovadas e devem ser iniciadas em breve. O presidente da Corol, Eliseu de Paula, disse ontem à Agência Folha, que o faturamento deste ano deverá saltar para
R$ 550 milhões, 40% mais do que em 2002.

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