(Dis)paridade cambial



O dólar comercial pode cair para R$ 3,00 que, mesmo assim, beneficiará as exportações, aumentará as reservas cambiais do País e deixará excelente lucro para o agronegócio, sem comprometer muito a dívida do País. Esta é a opinião de empresários da carne e da soja que estão em Londrina participando da Exposição, quando perguntados se o recuo do dólar nos últimos dias tira a competitividade das commodities brasileiras. Uma relação razoável poderia ser R$ 2,80/US$ 1,00. Mas as exportações converteriam boa receita mesmo a R$ 2,00/US$ 1,00, segundo os técnicos.

Ontem a moeda norte-americana foi cotada assim: comercial, R$ 3,180/3,1850; paralelo, R$ 3,190/3,250, pequena alta em relação ao dia anterior.

Os empresários, mesmo os que têm interesses na exportação, são contra uma (dis)paridade cambial acima de R$ 3,00, porque isto cria implicações internas. Já o dólar baixo - dizem - é mais fácil administrar, através de medidas de política monetária do Banco Central.

Simplismo à parte, o conceito é defensável neste momento em que o mercado e o próprio Banco Central estão tateando para criar condições a fim de que o dólar não se afaste muito desse referencial de R$ 3,00/US$ 1,00.

Café/encontro -- O presidente da Abic, Guivan Bueno, participa hoje, em Londrina, do 11º Encontro Estadual do Café, às 9 horas, no Recinto José Garcia Molina.

Café/Abic -- A Abic que, nos últimos anos, conseguiu algum progresso para melhorar a qualidade do café de consumo interno, tem novas metas este ano. Trabalha para estabelecer padrões mínimos de qualidade do café (tipo 8 COB) na comercialização e industrialização.

E quer tocar um programa de aumento do consumo interno para ampliar o mercado brasileiro dos atuais 13,5 milhões de sacas/ano para 16,5 milhões de sacas até 2005.

Mas as indústrias sabem que se melhorar a qualidade será mais fácil potencializar o consumo interno do surrado cafezinho brasileiro

Dinâmica -- O Encontro do Café, hoje, vai apresentar dinâmicas de processamento e produtores vão poder ver o lavador e separador de café; o terreiro com estufa, o secador Ortofen e práticas de terreiro.

Fundo do Poço -- Governo deve definir entre hoje e amanhã as taxas de juros para financiamentos, estocagens, preços e leilão de opção, este último o grande instrumento para puxar os preços que estão no fundo do poço.

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