OSWALDO PETRIN
Câmbio derruba a soja
Novo recuo no câmbio, ontem (comercial, R$ R$ 3,150/3,155; paralelo, R$ 3,200/3,300), praticamente congelou o mercado físico da soja, no Oeste e Norte do Paraná, com queda nos preços.
A forte alta na Chicago Board of Trade, a Bolsa de Chicago, não foi suficiente para contrapor a perda causada pelo câmbio no mercado interno. Dólar teve seu menor nível desde setembro.
No atacado, a média de cinco praças no Estado do Paraná, ficou em R$ 37,52/saca, queda de 0,85% em relação aos preços de sexta-feira. Os números referem-se a cinco praças-chaves, mas as bases de preço cederam em todas as praças. Em dólar, pelo índice da BM&F, a média subiu bem: 1,28%, elevada para o cenário do momento: US$ 11,91/saca).
A Bolsa, como sempre, expressa uma situação mais especulativa. Um dos fatores que pressionaram o preço para cima foi a notícia sobre a doação de alimentos (soja no meio) ao Iraque, através da ONU. Os fundos de investimento entraram comprando e puxaram os preços. O contrato com vencimento para maio encerrou o pregão cotado a US$ 5,9875/bushel (US$ 13,20/sc)
O mercado norte-americano está ciente de que o volume de soja disponível no mercado local é o menor dos últimos sete anos.
No curto prazo -- A tendência natural aponta para um mercado interno mais fraco, esta semana, com possíveis quedas de preços ainda pressionados pelo movimento de desvalorização do dólar.
Paridade -- Alguns setores da soja já se preocupam com a queda da moeda norte-americana. Ninguém quer (para o bem das reservas brasileiras e felicidade geral dos exportadores) que a relação fique abaixo de R$ 3,00/US$ 1,00.
Liquidez -- Mas, que ninguém se preocupe com a queda do dólar. A liquidez da soja está alta, o ambiente econômico da soja está em alta. O ritmo dos investimentos do setor não será afetado.
Termômento -- Se o termômetro por aqui é a Exposição de Londrina, a boa fase vai sendo confirmada, através de bons negócios. Como ontem.
Exportação -- Queda do dólar também não compromete as metas de exportação para este ano, mantidas em US$ 66 bilhões (+9,3%). Empresários e o próprio governo chegam a admitir que esta meta é modesta e pode ser revista.





