OSWALDO PETRIN
O dólar 47% mais
A disparidade cambial ainda é violenta. O primeiro trimestre do ano fechou com um número nada agradável: o dólar atingiu um valor médio de R$ 3,50/US$ 1,00, o que representa uma valorização de 47,06% em relação ao mesmo trimestre do ano anterior, quando o valor médio registrado foi de R$ 2,38/US$ 1,00.
Isto foi muito bom para quem exportou. Mas o troco virá na hora de comprar insumos que têm princípio ativo importado.
A soja foi um dos itens da pauta de exportação que mais se beneficiaram, com reflexo no mercado interno. O aumento das exportações brasileiras de soja em grão e principalmente de seus derivados também forneceram um sentimento positivo para os preços negociados no mercado interno.
Segundo os dados da SECEX divulgados no mês de março, as exportações de soja em grão e de seus derivados apresentaram um forte aumento em relação ao mesmo período do ano anterior, indicando boas perspectivas de crescimento em 2003. As exportações de soja em grão totalizaram 189.293 t durante o mês passado, o que significa um aumento de 131,3% em relação ao mês de fevereiro do ano anterior.
Conforme análise da FNP, o mercado interno encontrou suporte num cenário de estoque mundial apertado e uma menor relação entre estoque e consumo mundiais. Segundo o último relatório de oferta e demanda mundial, divulgado pelo USDA, os estoques mundiais devem atingir 30,99 milhões de t no ano safra 2002/03, ante 32,19 milhões de t no ano safra anterior. Desta forma, a relação de estoque sobre consumo cai de 17 para 16% respectivamente.
Os bons níveis registrados na Bolsa de Chicago, sustentados por uma boa demanda internacional, também contribuíram para um melhor cenário interno de preços.
Pecuária/orgulho -- Em tempo de exposição em Londrina, a pecuária brasileira tem forte motivo para se orgulhar. Fechados os números da exportação no ano passado, uma boa performance: a participação do complexo bovino na balança comercial foi de US$ 3,5 bilhões. As exportações de carne renderam US$ 1,16 bilhão; as de couros, US$ 931 milhões; e a de calçados, US$ 1,4 bilhão.
Na frente -- No próximo ano o Brasil deve encostar ou ultrapassar os maiores exportadores de carne, EUA e Austrália. Previsão é do ex-presidente da Sociedade Rural Brasileira, João Carlos de Souza Meirelles.
Ministro em Londrina -- O ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Roberto Rodrigues, falará em Londrina sobre a) perspectivas do Agronegócio, b) o impasse dos transgênicos, c) rastreabilidade e certificação da carne. Será na próxima sexta-feira, às 14h30, no Auditório Milton Alcover, Parque de Exposição. Inscrições: (43) 3371-6010 (Idne), (43) 3342-1493 (Jane) e (43) 339-2880 (Simone).





