Juros emitem sinais
de inflação maior



Para contrapor à boa notícia de que o IGP-M de março ficou em discreto 1,53%,
(comparado aos 2,28% de fevereiro) vêm o Conselho Monetário nacional e mexe nos juros de longo prazo - que conspiram contra a estabilidade.

O aumento da Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP), que passa de 11% para 12% ao ano não é, necessariamente, para rebater nos atrativo de captação. Até porque a conotação que o Conselho Monetário Nacional (CMN) quis conferir à medida, na sua reunião de ontem, é que não houve aumento, apenas ''reajuste'' compatível com o mercado.

Leia-se taxa de risco Brasil.

Por outro lado, deixa entrever que o ambiente financeiro trabalha com taxa de inflação maior para o ano. No início do mês alguns bancos já cogitavam aumentar suas projeções para nada modestos 9,0%, ou entre 9,0 e 9,5%. Segundo o BC através das agências de notícias, a TJLP é revisada trimestralmente e corrige os contratos feitos com recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) feitos pelo BNDES com o setor produtivo e pela Caixa Econômica Federal na área habitacional.

Não há muito que conjecturar. A TJLP aumentou no justo calibre dos indicadores cruciais, inflação e taxa (prêmio) à compra de títulos brasileiros.

Mas os bancos sinalizam suas previsões sobre inflação através de outros juros. Ontem, exatamente, ontem, as taxas cobradas pelos bancos voltaram a subir em média para 56,5% a/ano. Estão incluídos aí o crédito pessoal, crédito direto ao consumidor, cheque especial, etc.

Cereais de invernto - A reunião do CMN também teve coisas boas, como reajuste de 40,35% nos preços mínimos do trigo, aveia, cevada, canola, triticale e sementes desses produtos.

Parâmetro para reajustar: a variação cambial. Fora da região Sul o reajuste foi maior 50%.

MP da soja -- Os produtores tem que ter cuidado para não cair na armadilha dos transgênicos. A Medida Provisória assinada ontem autoriza a comercialização da soja trangência. O resto exige uma interpretação cautelosa.

A medida provisória é para resolver esse problema da safra atual que acabou gerando um problema econômico e social em função do volume da colheita e em função do Estado, que não fez o seu dever de fiscalizar.

Os produtores de soja transgênica terão até 31 de janeiro do próximo ano para vender toda a sua colheita. O produto poderá ser vendido no mercado interno ou exportado. A partir de fevereiro de 2004, qualquer sobra da soja geneticamente modificada, colhida na atual safra, terá de ser destruída (Agência Folha).

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