OSWALDO PETRIN
Caiu a ficha: é guerra!
Descobriram que a guerra não será tão curta como previu Bush, e o mercado ganha novo cenário.
Bolsas despencam na Europa. Em Nova York, aqueles fundos de investimentos que, na semana passada, migraram dos mercados acionário e fananceiro para o mercado de commodities a fim de buscar abrigo no café, tratam, agora, de fazer 'realização de lucros' e, por conta disso, o mercado iniciou a semana em baixa, com ofertas de contratos. Mercado interno sentiu (ver página 2). Carne admite desaquecimento e soja fica na expectativa.
Devia ser o contrário, por se tratar de alimento. Mas esta é a leitura imediata do mercado, diante da conclusão, entre as partes beligerantes, de que a guerra será mais longa do que se esperava. Mas este também é um quadro absolutamente efêmero, convenhamos. O impacto sobre os fertilizantes derivados de petróleo está por acontecer.
A situação do petróleo é mais coerente, pelo menos. Os preços do petróleo dispararam ontem, após as dificuldades enfrentadas pelas tropas aliadas.
A ficha caiu e o mercado de commodities, que antes já não ignorava a guerra, agora têm no conflito um parâmetro importante.
Dólar, porém, calmo. Cotações de compra e venda, ontem: comercial, R$ 3,395/3,400. Paralelo: R$ 3,470/3,550.
Cia.Iguaçu -- A Cia. Iguaçu de Café Solúvel - a Café Iguaçu - de Cornélio Procópio, faturou R$ 292,491 milhões, no ano passado, 37,95% superior ao exercício de 2001. O saldo positivo foi creditado ao crescimento do mercado interno e o aumento das exportações.
Para este ano, a Café Iguaçu trabalha com projeção de novo crescimento, mesmo diante das incertezas e variações do mercado. A Café Iguaçu faz parte do grupo Marubeni Co., presente em vários países, e que faturou US$ 67,613 bilhões.
De acordo com Rodolpho Seigo Takahashi, vice-presidente da Café Iguaçu, a empresa fechou 2002 com vendas de 14.906 t de café, sendo 13.300 t em café solúvel e 1.606 t de café torrado e moído. Do total de café solúvel, a empresa exportou 10.910 t - 18,4% das exportações brasileiras neste setor. O volume de produtos comercializados no exterior cresceu 7% sobre 2001.
Iso -- A fábrica, em Cornélio, está recebendo, simultaneamente, os certificados ISO 9001:2000 (Qualidade), 14001:1996 (Meio Ambiente) e OHSAS 18001:1999 (Segurança e Saúde no Trabalho).
Todo o processo, que culminou com a certificação da empresa nas três normas, teve duração de 15 meses e exigiu investimentos de R$ 1 milhão e envolvimento de 814 colaboradores da empresa.





