Especulações sobre a guerra EUA-Iraque (houve até rumores de que oficiais iraquianos estariam ‘‘dispostos a ceder’’) tiraram o mercado acionário do fundo do poço. Algumas bolsas como a de Bolsa de Londres, tiveram altas espetaculares depois de experimentarem níveis mais baixos desde início dos anos 90. Mas analistas acham que a farra acaba logo e que na segunda-feira todos vão correr para a realização de lucros. As negociações sobre a guerra serão é que darão o tom.
  Estado de guerra e as declarações de seus atores determinam altas nas bolsas, ainda que especulativas.
  Só não mexem com o mercado cafeeiro - ironizou ontem um comerciante da praça de Maringá -, que a esta altura vibraria com especulações dessa natureza.
  A soja não, a soja está acima desses episódios. Mas o café, bem que precisava desse impacto.
  Ontem o Conselho Deliberativo da Política Cafeeira (CDPC) esteve reunido até o final da tarde para propor a inclusão do café na política de preços de garantia.
  Pelo menos teremos um parâmetro. Cada produtor vai dimensionar seu custo tendo como referência o preço oficial - interpretou o comerciante Marcos Bacceti, de Londrina.
  Não é brincadeira: em 35 dias o café do tipo 6, do Paraná, perdeu R$ 25,00/saca. Os comerciantes confirmam isto.
  Em dólar, mesmo considerando a taxa de ontem, mansa (comercial a R$ 3,405/3,410 e o paralelo R$ 3,450/3,520), a saca de café hoje não vale mais que US$ 46,00 (R$ 160,00).
  Por um pouco mais, o empresário José Eduardo de Andrade Vieira, quando ministro da Indústria e do Comércio, em 1995/96, reuniu cerca de 50 países produtores em Brasília. Esses países fundaram uma associação que pressionou o mercado. Em poucas semanas os signatários do acordo sentiram o resultado: os preços começaram a se recuperar.
  O presidente da Cooperativa de Garça (SP), Vicente Bertone, e alguns comerciantes do Paraná, de vez em quando, fazem referência a este fato. ‘‘Atitude de peito’’ - diz Bertone, que participou das articulações.
Milho/opções -O governo lançou ontem contratos de opções de milho e de sorgo. Serão 2 milhões de t de milho e 600 mil de sorgo. Conab vai gastar (investir) R$ 850 milhões nessas operações.
Safrinha - Ivan Wedekin, que agora está no Ministério e que tem pedigree em safrinha - era da Agroceres nos bons tempos de Ney Bittencourt -, deixa claro: é para estimular a produção da safrinha.
  O primeiro leilão, de 500 mil t, será no dia 20, ao preço de R$ 20/sc para os Estados do Paraná, São Paulo e Minas e região sul da Bahia.

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