OSWALDO PETRIN
Na esteira do Fome Zero ninguém quer perder a oportunidade de opinar ou apresentar seu trabalho. Um dos assuntos é o desperdício. Nada de novo com o ele, a não ser a oportunidade de erradicar este desprezo acintoso à necessidade básica das pessoas. Dez anos atrás dois jornalistas mineiros relacionaram mais de 500 formas a desperdício. Todas corrigíveis.
Agora surge a boa experiência das ferramentas de ECR (Resposta Eficiente ao Consumidor), como o gerenciamento por categorias, que podem contribuir para evitar perdas na cadeia de abastecimento do setor de alimentos.
Explicando o ECR, que vem do inglês Efficient Consumer Response/Resposta Eficiente ao Consumidor): é um movimento global, no qual empresas industriais e comerciais, em conjunto com os demais integrantes da cadeia de abastecimento (operadores logísticos, bancos, fabricantes de equipamentos e veículos, empresas de informática etc) trabalham na busca de padrões comuns e processos eficientes que permitam minimizar os custos e otimizar a produtividade em suas relações.
Pesquisa realizada pela Secretaria de Infra-Estrutura do Ministério da Integração e a Associação de Supermercados (Abras), revela que 86% das avarias e perdas da seção de FLV (Frutas, Legumes e Verduras) ocorrem na exposição no ponto-de-venda e outros 9% durante o transporte e a armazenagem.
Como evitar? Os técnicos sugerem a aplicação do conceito. É uma contribuição. Também pode ser traduzida em medidas menos sofisticadas de bom-senso e uma logística competente na indústria, no atacado e no varejo.
Zoneamento -- Forças produtivas representadas pela Faep, Ocepar e Seab, querem que o Ministério da Agricultura reconheça o zoneamento agroclimático do Instituto Agronômico do Paraná (Iapar) como referência para o seguro da safrinha de milho. (Nas regiões onde não há zoneamento, as lavouras não são cobertas por seguro). O Ministério não se pronuncia e o tempo vai passando.
O atraso no plantio empurra a safrinha para o risco do inverno.
O trigo gosta -- Enquanto isso, a indústria moageira de trigo avisa: o cereal será valorizado este ano. O mercado acena com preços compensadores - assim como o milho. As duas culturas disputam quase o mesmo espaço, na sucessão com a soja.
Preços -- Preço médio da saca de trigo em janeiro do ano passado: R$ 16,76. Preço médio de janeiro deste ano: R$ 28,93. Preço médio de ontem: R$ 29,26. Dados constam de entrevistas com duas pessoas qualificadas e credenciadas a falar sobre o assunto: Otmar Hubner, do Deral, e Laurence Pih, industrial paulista, Moinho Pacífico.
E o preço do milho também não evoluiu? O milho avançou mais. A questão é que as seguradoras privadas correm do milho como o diabo foge da cruz. E o governo teria de bancar o risco.





