A previsão do Usda


O relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos sobre a safra de soja, divulgado ontem, tinha tudo para derrubar o mercado, o que não aconteceu porque o câmbio e a pouca oferta interna, se encarregaram de amortecer o impacto da informação do Usda. Como fez com o café, também no caso da soja o Usda superestimou a produção, quando seus números são comparados com os diagnósticos de instituições nacionais.

Pelos dados do Usda, a safra brasileira será de 51 milhões de toneladas. Segundo a FNP, esses números superam em 2 milhões de toneladas a estimativa anterior do próprio Usda e em pelo menos 2,5 milhões de t as estimativas da Abiove e da Conab.

Ontem, os preços futuros da soja na Chicago Board of Trade encerraram o pregão em alta, porém com certa cautela na maior parte do dia em relação aos números divulgados pelo USDA em seu relatório mensal de oferta e demanda mundial.

O contrato para março fechou o pregão negociado a US$ 5,72/bushel (US$ 12,61/sc de 60kg).

Para o produtor, foi positivo, porém, o relatório sobre os estoques estimados norte-americanos: encontram-se nos níveis mais baixos dos últimos anos, o que aponta para um estreito estoque de passagem até a entrada da safra sul-americana. Na mesma linha, a demanda segue em ritmo forte. No lado baixista, a produção brasileira deve ser recorde, atraindo o interesse dos países asiáticos diante de um estoque norte-americano mais reduzido. A análise é da FNP.

Crédito/cooperativa - Amanhã, às 9 horas, na Secretaria da Agricultura de Londrina, palestra sobre a formação de uma cooperativa de crédito rural. Falará o diretor do sistema Cresol - Crédito Solidário - Ismael Teles, de Pitanga (PR).

Crédito/cooperativa 2 - O objetivo é facilitar o acesso ao crédito para o pequeno produtor agroindustrial. A reunião será para explicar o processo e motivar os conselheiros distritais.

Sistema Cresol - O sistema Cresol não visa o lucro. O objetivo não é obter sobras e sim melhorias na produção. Muito diferente, portanto, do sistema que existe hoje.

Café/dívida -- Pequenos cafeicultores que não conseguiram pagar financiamentos do Pronaf vencidos em 31 de dezembro têm novo e longo prazo: até 31 de julho. A é decisão do Conselho Monetário Nacional responsável pela regulamentação das dívidas do Programa. A medida está regulamentada pela Resolução 3063, do Banco Central.

Os interessados devem comparecer aos sindicatos rurais do Paraná para mais informações.

Os pequenos produtores de café obtiveram empréstimo de até R$ 5 mil, a juros do Pronaf: 4% ao ano.

Os financiamentos com recursos do Funcafé têm taxa bem mais alta: 9,5% ao ano, com limite de R$ 100 mil por contrato. Esse percentual, se comparado ao preço do dinheiro no mercado, também é baixo, avalia Annibal Bianchini da Rocha, presidente do Sindicato Rural de Maringá.

mockup